Com EBITDA recorde de R$ 1,8 bi e lucro líquido de R$ 351,7 mi no 3T25, a Eneva acelerou a entrega operacional: receita +71,5% a/a e alavancagem em 2,68x (queda de 0,86x vs. 3T24). O trimestre foi puxado pelo maior despacho por mérito, pela contribuição dos ativos adquiridos no 4T24 (Linhares, Tevisa e Povoação), pelo Hub Sergipe — incluindo efeito líquido de sinistros relacionado ao evento do riser — e pelo ramp-up dos negócios de Gás On-grid e Off-grid. O caixa operacional atingiu R$ 1,97 bi, beneficiado pela variação positiva do capital de giro, enquanto a companhia seguiu reduzindo custos fixos e SG&A em bases comparáveis.

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Este resultado consolida a virada de 2025, quando a empresa reativou o despacho por ordem de mérito, elevou a disponibilidade da Jaguatirica II e acelerou a migração de usinas para receitas fixas de capacidade (CRCAPs) — com Viana iniciando em ago/25 e Parnaíba IV/Geramar I e II em out/25 — conforme o detalhamento operacional do 3T25 com retomada do mérito e antecipação de CRCAPs. Ao mesmo tempo, a Eneva mostrou tração no portfólio: o EBITDA incremental veio de Linhares, Tevisa e Povoação, do Hub Sergipe, da Comercialização de Gás On-grid e da ampliação do Off-grid. No capex, o foco esteve em Azulão 950 (R$ 1,02 bi no trimestre) e no 3º trem de liquefação do Off-grid, sinalizando prioridade a ativos que reforçam a integração gás-energia e a previsibilidade de caixa.

Esse desenho é coerente com a tese de empresa integrada de gás e energia e com a monetização do gás em múltiplas rotas. A companhia já havia ancorado essa trajetória na apresentação de setembro que estruturou > R$ 100 bi em receitas contratadas, a estratégia de hubs (como Sergipe) e a expansão do Small Scale LNG. O avanço do gasoduto São Luís–Parnaíba, a expansão do corredor Off-grid e a preparação para o LRCAP 2026 — visto como uma oportunidade relevante para recontratação e desenvolvimento do pipeline — tendem a reduzir volatilidade e alongar a qualidade de fluxo ao longo dos próximos anos, criando espaço para crescimento com disciplina.

Na frente financeira, o trimestre combinou captações no BASA e BNB com amortizações, mantendo a desalavancagem em curso. Esse pano de fundo, somado ao aumento da previsibilidade de caixa por CRCAPs e à continuidade do despacho por mérito, tem atraído capital institucional e aprofundado a liquidez do papel — movimento evidenciado pela entrada da GQG com 5,17% do capital, reforçando a institucionalização da base. Em síntese, os números do 3T25 confirmam a execução da estratégia e preparam a Eneva para capturar o LRCAP 2026, enquanto o foco em Azulão 950 e no Off-grid sustenta a próxima perna de crescimento. A teleconferência está marcada para hoje, às 11h (Brasília).

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