A Taesa aprovou a distribuição de R$ 323,3 milhões em proventos com base no lucro de 30 de setembro de 2025, combinando dividendos intercalares (R$ 178,8 mi) e JCP (R$ 144,5 mi). O pagamento ocorrerá em 28 de janeiro de 2026, para acionistas na base de 14 de novembro de 2025; a partir de 17 de novembro, as ações e units passam a ser negociadas “ex”. O valor por ação TAEE3/TAEE4 é de R$ 0,31278681555 (R$ 0,17298440438 em dividendos e R$ 0,13980241117 em JCP) e por TAEE11 é de R$ 0,93836044665 (R$ 0,51895321314 em dividendos e R$ 0,41940723351 em JCP). No JCP, incide IR conforme a legislação vigente, exceto para imunes/isentos.

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Este anúncio consolida a estratégia de preservar previsibilidade de caixa e estabilidade do payout após o reprofilamento do passivo. Em 4 de novembro, a companhia concluiu o liability management concluído em 4 de novembro, com o encerramento da oferta de aquisição facultativa da 10ª emissão, reduzindo a concentração de vencimentos e suavizando o serviço da dívida. Ao simplificar o passivo e alongar duration, a administração protege a cadência de distribuições mesmo em um mix que combina dividendos e JCP, mantendo disciplina de capital e coerência entre estrutura de funding e ciclo regulatório.

Do lado operacional, a base de geração de caixa foi reforçada por entregas que adicionam receita regulatória recorrente e mitigam volatilidade. O destaque recente foi a RAP adicional em TSN com efeito retroativo no ciclo 2025‑2026, decorrente da liberação do 3º autotransformador, o que reduz exposição à Parcela Variável e eleva a visibilidade de margens. Essa combinação — mais RAP, menos concentração de amortizações — sustenta a política de remuneração e ajuda a ancorar o guidance implícito de estabilidade no longo prazo, tornando o fluxo de proventos menos sensível a sazonalidades de indexadores e a janelas de captação.

No eixo de percepção de mercado, a distribuição agora anunciada dialoga com a leitura de previsibilidade já observada entre investidores institucionais. Em outubro, a companhia reportou o aumento de participação da BlackRock, que ressaltou a previsibilidade de fluxo e a cadência de proventos, sinalizando confiança na combinação de ativos regulados, execução consistente e disciplina financeira. Assim, a nova rodada de dividendos e JCP não é um evento isolado, mas a continuidade de uma tese: casar entregas operacionais ao reprofilamento do passivo para sustentar um payout estável e competitivo ao longo do ciclo.

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