Taesa encerrou em 4 de novembro de 2025 a oferta de aquisição facultativa de 298.545 debêntures da 1ª série da 10ª emissão, concluindo a execução de um movimento de liability management para simplificar o passivo e suavizar o cronograma de amortizações. Este resultado consolida a estratégia iniciada com a oferta de aquisição facultativa lançada em 9 de outubro, quando a companhia estruturou a recompra a valor nominal acrescido da remuneração pro rata DI, sem prêmio, com possibilidade de atingir até a totalidade dos 650 mil títulos então em circulação. Ao recomprar parte relevante da série, a empresa reduz a concentração de vencimentos e preserva previsibilidade do custo financeiro, em linha com a disciplina de capital e com os termos da escritura de 2021.
O processo evoluiu com ajustes táticos de execução para casar a liquidação da recompra à captação, por meio da prorrogação dos prazos anunciada em 17 de outubro. A extensão manteve a proposta a valor nominal mais DI pro rata, equilibrando o interesse dos debenturistas e a necessidade de sincronizar desembolsos, ao mesmo tempo em que preservou a paridade econômica e a disciplina de alavancagem. Com o funding assegurado e um desenho de dívida mais aderente ao fluxo de caixa regulatório, a companhia avançou para concluir a captação que daria suporte financeiro à recompra. Esse movimento materializou-se na 19ª emissão de debêntures, no montante de R$ 329,45 milhões, fechamento que encerrou o ciclo dessa operação: uso de recursos novos para recomprar e cancelar a série alvo, alongando a duration e reduzindo a concentração de vencimentos futuros.
Estratégicamente, a decisão de reprofilamento combina indexadores e prazos para estabilizar o serviço da dívida ao longo do ciclo regulatório, reforçando a previsibilidade de caixa que ampara a política de proventos. Esse pilar tem sido sustentado por entregas operacionais que acrescentam receita recorrente, como o reforço em TSN com RAP adicional e efeito retroativo no ciclo 2025‑2026, que mitiga a Parcela Variável e fortalece a visibilidade de margens. Em conjunto, a recomposição do passivo e a ampliação de RAP indicam continuidade de uma estratégia que prioriza crescimento com disciplina de capital, menor volatilidade financeira e coerência entre execução operacional e estrutura de funding.







