Em 7/11/2025, o Assaí (ASAI3) divulgou Fato Relevante com novas expectativas para 2026: capex de aproximadamente R$ 700 milhões na visão caixa e abertura de 10 lojas, em linha com a continuidade da disciplina financeira e do foco na redução da alavancagem. Para 2025, a companhia reiterou capex entre R$ 1,0 bilhão e R$ 1,2 bilhão e a abertura de 10 lojas. As projeções consideram o cenário macro atual, serão incluídas no Formulário de Referência e serão revisadas ao menos anualmente.
Na prática, o plano para 2026 sinaliza continuidade da prudência após um ciclo de geração de caixa e ajustes operacionais. Este movimento consolida a virada operacional já refletida nos resultados do 3T25, com alavancagem de 3,03x, geração de caixa livre de R$ 3,1 bi em 12 meses e expansão de margens. Ao calibrar o capex para um patamar inferior ao de 2025 e manter o ritmo de 10 aberturas, a companhia prioriza a maturação das lojas, a eficiência de SG&A e a melhora do retorno sobre o capital investido, em um ambiente de consumo ainda heterogêneo. A mensagem é de crescimento seletivo com preservação de caixa e proteção de balanço.
A decisão também conversa com a agenda de mitigação de riscos que sustenta o custo de capital e o ritmo de investimentos, como a medida cautelar de setembro para isolar passivos do GPA e proteger a alavancagem. Ao cercar juridicamente potenciais contingências do período pré-cisão e reforçar o ring-fence, a administração libera fôlego para manter a expansão orgânica sem comprometer covenants e confirma que a prioridade segue sendo a desalavancagem. Em termos operacionais, a combinação de maior frequência de clientes, avanço no last mile e ganhos de mix sustenta a opção por abrir menos lojas, porém mais rentáveis.
Além disso, a manutenção do guidance de 2025 no FR de hoje alinha comunicação e execução: capex de R$ 1,0–1,2 bi, 10 novas lojas e convergência para um balanço mais leve. Esse caminho já havia sido enfatizado na prévia do 3T25, que reafirmou a meta de 2,6x Dívida Líquida/EBITDA ao fim de 2025 e destacou a redução de R$ 0,5 bi da dívida líquida em 12 meses. Em conjunto, as peças indicam 2026 como um ano de consolidação — menor intensidade de investimento, maior foco em maturação e margens, e avanço consistente na desalavancagem.







