HBR Realty (HBRE3) reportou no 3T25 receita líquida de R$ 50,0 mi (+31,4% a/a), NOI de R$ 31,7 mi (+3,8%) e EBITDA Ajustado de R$ 22,1 mi (+6,6%). As margens refletiram o mix entre plataformas e o ramp-up de hospitalidade: NOI em 63,3% (vs. 80,2% no 3T24) e EBITDA em 39,2% (vs. 50,7%), enquanto a disciplina operacional se destacou com SG&A/Receita em 20,9%, o menor patamar histórico pelo segundo trimestre seguido. No ano, as vendas de ativos somam R$ 957 mi (R$ 628 mi %HBR), com foco declarado em desalavancagem.

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Esse movimento financeiro ganha lastro em marcos recentes de reciclagem. A companhia já havia reforçado a rotação de portfólio com a conclusão da venda do Hilton Garden Inn, cuja liquidez contribuiu para amortizações e para a realocação de capital em frentes de maior retorno. O 3T25 aprofunda essa tese: após a venda do Hilton, a HBR amortizou R$ 10,5 mi (%HBR) e, com a conclusão das alienações em curso, prevê amortizar cerca de R$ 302 mi adicionais, sinalizando trajetória consistente de desalavancagem acompanhada por crescimento operacional.

Operacionalmente, o trimestre mostrou tração nas plataformas. Em ComVem, receita líquida de R$ 6,7 mi (+33,9%) e NOI de R$ 5,5 mi (+39,5%), impulsionados por vendas de lojistas (+33,2%) e entrega do ComVem Osasco (84% de ocupação). Em HBR Malls, a companhia manteve ocupação consolidada de 92,7%, com destaques para Mogi Shopping (99,4%) e Suzano (97,1%). Na HBR 3A, a ocupação dos ativos operacionais segue em 100% e o 3A Paulista atingiu 29,4% de obra (entrega no 2º semestre de 2026). Em Opportunities, o W Hotel acelerou o ramp-up, com R$ 13,5 mi de receita no trimestre, e o +Box expandiu com a segunda unidade de Tamboré, avançando em escala e estabilização.

No lado de monetização e reciclagem, o anúncio de propostas de venda do HBR Corporate Pinheiros (em fit-out para o Hospital Albert Einstein) e do 3A Corporate Faria Lima, ambos em due diligence, dá continuidade ao instrumento para alienação do HBR Corporate Pinheiros já estruturado com 87% de caixa e 13% em cotas de FII (com earn-out). Essa engenharia reforça a estratégia de gestão ativa: converter ativos maduros em liquidez a cap rates competitivos, reduzir intensidade de capital e, quando conveniente, manter exposição via veículos líquidos — o que sustenta a expansão seletiva de 3A, Malls, ComVem e Opportunities sem pressionar o balanço.

Em síntese, os números do 3T25 consolidam a execução de uma tese clara: crescimento suportado por eficiência operacional e por reciclagem disciplinada, com o ramp-up do W Hotel ampliando receitas, ComVem e Malls ganhando escala e a desalavancagem avançando por meio de vendas estratégicas. A administração indica continuidade desse ciclo, com realocação de capital para projetos de melhor risco-retorno e foco em governança na travessia até os closings das transações. A teleconferência ocorre nesta sexta-feira (7/11), às 10h (BR) | 8h (NYC).

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