A Alupar reportou no 3T25 lucro líquido regulatório de R$ 219,8 milhões (+20,2% a/a) e aprovou dividendos de R$ 98,9 milhões (R$ 0,10 por ON/PN e R$ 0,30 por Unit), com pagamento em até 60 dias. No consolidado IFRS, a receita líquida avançou 3,7% (R$ 963,4 mi) e o EBITDA saltou 42,1% (R$ 984,6 mi), levando o lucro líquido a R$ 489,4 mi (+34,5%). Pelo regulatório (BRGAAP), a receita foi a R$ 897,7 mi (+9,4%) e o EBITDA a R$ 743,6 mi (+13,4%). O desempenho reflete a aceleração da transmissão: reforços em ELTE, início de RAP na TECP, aquisição TBO/Rialma IV e reajustes do ciclo 2025/2026, além do forte efeito de equivalência da TNE após a virada regulatória consolidada pela autorização do ONS para a operação comercial da TNE e o 2º Termo Aditivo.

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No segmento de transmissão regulatório, a receita atingiu R$ 690,5 mi (+8,8% a/a) e o EBITDA chegou a R$ 665,0 mi (margem de 96,3%), com disponibilidade “aproximadamente 100%” e PV de 0,35%. A evolução operacional do trimestre concentrou marcos de execução: energização da TNE em setembro (RAP de R$ 561,7 mi), energização da TECP – Fase I em outubro (acréscimo de R$ 16,9 mi na RAP 2025/2026) e operação da TCE na Colômbia (RAP de US$ 28,5 mi), reforçando diversificação geográfica e contratos de longo prazo. Esse avanço internacional foi formalizado com a operação comercial da TCE na Colômbia (500 kV), com RAP de US$ 28,5 milhões, que amplia a base dolarizada e dilui riscos de execução.

Em São Paulo, a TECP confirma a estratégia de modularização de reforços urbanos complexos e captura antecipada de receita. Ao energizar a Fase I e iniciar o reconhecimento adicional de RAP no ciclo 2025/2026, a companhia suaviza picos de CAPEX e sustenta a curva de caixa regulado, com reflexos positivos na previsibilidade de dividendos. Este passo dá continuidade à antecipação da Fase I da TECP e reconhecimento de RAP no ciclo 2025/2026, evidenciando disciplina de obra, sincronização com o operador e habilidade de extrair valor em fases — dinâmica que sustenta margens elevadas e reduz volatilidade operacional no portfólio brasileiro de transmissão.

No front andino, a Alupar venceu o leilão de adjudicação no Peru (Grupo 3), com RAP de US$ 31,8 mi, CAPEX estimado de US$ 220 mi, 247,4 km de linhas e cinco subestações, energização prevista para novembro de 2029 e concessão de 30 anos — um pipeline que corre em paralelo ao amadurecimento da RAP no Brasil e à entrada recente da TCE. Esse vetor de longo prazo dá continuidade à vitória no Grupo 3 no Peru (RAP de US$ 31,8 mi e CAPEX de US$ 220 mi), consolidando uma matriz de receitas mais resiliente e apoiando a política de remuneração. Diferentemente do 3T24, quando o EBITDA IFRS foi de R$ 692,8 mi, o 3T25 captura plenamente a normalização regulatória e a entrega de ativos, criando espaço para crescimento com distribuição, como refletem os novos proventos. A teleconferência em 07/11 (15h BRT) deve detalhar a cadência das próximas fases da TECP, o ramp-up da RAP e a execução dos projetos no Peru.

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