Nesta segunda-feira, 22 de setembro de 2025, a Alupar (ALUP3, ALUP4, ALUP11) informou que sua controlada Alupar Peru S.A.C. venceu o Grupo 3 do leilão de 4 projetos de transmissão no Peru, com CAPEX estimado de US$ 220 milhões e RAP total de US$ 31,8 milhões, equivalente a uma relação RAP/CAPEX de 14,5%. Os empreendimentos abrangem Palca, La Pascana, Arequipa, Lima, Apurimac e Puno, incluindo novas subestações, ampliações e 247,4 km de linhas em 220/138 kV. A energização está prevista para novembro de 2029 e a concessão terá 30 anos a partir da operação. Com o novo projeto, os investimentos da companhia na América Latina totalizam aproximadamente US$ 950 milhões até 2029 e RAP contratada de US$ 136,8 milhões. Em geração, a empresa já opera no país a UHE La Virgen (93,8 MW).

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Este movimento dá continuidade à expansão latino-americana da Alupar e aprofunda seu core em concessões de transmissão de longo prazo, com foco em previsibilidade de caixa e disciplina de execução. O desenho dos lotes (novas SEs e reforços em 220/138 kV) reforça a capacidade de entrega em greenfields e modernizações. Importante, essa ofensiva é viabilizada pelo ciclo de destravamento regulatório e operacional no Brasil, que elevou a resiliência da RAP e reduziu incertezas — como evidenciado pela autorização de operação comercial da TNE, que interligou Roraima e elevou a RAP 2025/2026.

Em termos de métricas, a relação RAP/CAPEX de 14,5% no Peru indica retorno bruto compatível com o apetite da companhia por ativos regulados e se soma a um movimento recente de expansão da RAP no Brasil. Nos números mais recentes, a empresa reportou aceleração de lucro e receita regulatória, puxada pela entrada em operação da ELTE e pelo enquadramento de RAP de longo prazo na TNE — vide os resultados do 2T25 com a consolidação da RAP da ELTE e o 2º aditivo da TNE. A combinação de contratos indexados, alavancagem controlada e cronograma de obras até 2029 sustenta visibilidade de fluxo de caixa, enquanto a diversificação geográfica mitiga riscos de execução. A janela de energização para novembro de 2029 no Peru cria ainda um corredor para otimização de CAPEX, diluindo picos de investimento conforme a RAP brasileira amadurece.

Além da expansão orgânica, a Alupar tem preservado disciplina de capital ao combinar crescimento com distribuição de resultados e aquisições seletivas, adicionando RAP imediata e ampliando sua presença em corredores elétricos críticos. Esse eixo de M&A sustenta a diluição de custos fixos e dá flexibilidade para financiar o pipeline latino-americano. Um exemplo recente é a aquisição da Rialma IV aprovada por CADE e ANEEL, que trouxe um ativo já operacional com receita contratada, reforçando a previsibilidade do portfólio. Em conjunto, os novos contratos no Peru e os marcos executados no Brasil consolidam a estratégia de escalar ativos regulados com horizonte de 30 anos, equilibrando obras greenfield e ativos maduros para fortalecer a geração de valor até 2029.

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