Nesta quinta-feira, 23 de outubro de 2025, a Alupar informou que sua controlada Transmisora Colombiana de Energia (TCE) protocolou a declaração TCE-GR-016-E-2025 junto ao operador XM, formalizando a entrada em operação comercial de sua linha de 500 kV e 237 km, que interliga a SE Nueva Esperanza (Bogotá) à SE La Virginia (Pereira). O ativo possui RAP de US$ 28.535.674 no ciclo atual e, segundo a companhia, faz jus ao recebimento de RAP desde 1º de dezembro de 2021. Entre os marcos do projeto, destacam-se a vitória na UPME 07-2016 (nov/2016), a conclusão do licenciamento ambiental (jan/2025), o início da fase de testes (out/2025) e a operação comercial (out/2025), reforçando o sistema colombiano e a estratégia de internacionalização da Alupar.

Continua após o anúncio

Este movimento consolida a virada operacional e regulatória que elevou a previsibilidade de caixa em 2025. No Brasil, a tração recente foi evidenciada pela autorização do ONS para a operação comercial da TNE, que encerrou contenciosos, viabilizou a interligação de Roraima e consolidou uma RAP robusta para o ciclo 2025/2026. Diferentemente dos anos anteriores, marcados por entraves e incertezas, 2025 tem mostrado disciplina de execução: licenciamento, testes e entrada comercial dentro de cronogramas revisados — agora também na Colômbia —, sinalizando capacidade de entrega em ativos de grande porte e fortalecendo o mix de receitas reguladas.

No eixo andino, a estreia operacional da TCE se alinha à expansão anunciada no Peru (Grupo 3, RAP de US$ 31,8 mi), aprofundando o foco em concessões de longo prazo. Ao combinar greenfields em 220/138 kV, novas subestações e um cronograma de energização até 2029, a empresa desenha um corredor regional Colômbia–Peru com receitas dolarizadas e contratos de 30 anos, que diluem riscos, elevam a previsibilidade e abrem espaço para otimização de CAPEX à medida que a RAP brasileira amadurece. A TCE, com RAP definida e operação formalizada, amplia a base internacional e complementa o pipeline andino recém-contratado.

Do ponto de vista de remuneração, a consolidação de ativos operacionais com RAP contratada — agora incluindo a TCE — sustenta a consistência dos proventos e a disciplina de capital. Essa dinâmica já vinha transparecendo na política de distribuição e no reforço do caixa regulado. Em outubro, por exemplo, houve o pagamento de R$ 69,2 milhões em dividendos, amparado pelo ciclo de destravamentos operacionais de 2025. Com a TCE em operação e os projetos no Peru avançando, a Alupar tende a preservar alavancagem controlada, ampliar a geração de valor e manter um equilíbrio saudável entre crescimento e distribuição.

Publicidade
Tags: