A Alupar informou que a controlada TECP energizou a Fase I do projeto de modernização da Subestação Centro (SP), antecipando em 11 meses o cronograma do Plano de Negócios (previsto para junho de 2026). Com os Termos de Liberação Definitivos emitidos pelo ONS, a companhia passa a reconhecer 21,24% da RAP do ciclo 2025/2026 por esta fase específica, além de elevar a RAP do projeto para 33,08% (R$ 26,3 milhões), frente aos 11,84% já reconhecidos desde abril de 2024. O avanço geral do empreendimento é de 20%: Fase 1 concluída (100%), Fase 2 com 5% de progresso e Fases 3 e 4 ainda não iniciadas. A antecipação gera receita adicional estimada em R$ 15,4 milhões e reforça a proposta de confiabilidade do atendimento às cargas do centro de São Paulo com a migração do barramento de 230 kV (GIS) para 345 kV.

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Estratégicamente, este marco consolida a disciplina de execução vista ao longo de 2025 e se conecta ao ciclo de destravamento operacional e regulatório que elevou a previsibilidade de caixa da companhia. Em especial, a virada de confiança com o regulador e o operador ganhou tração com a autorização do ONS para a operação comercial da TNE, que encerrou disputas, interligou Roraima ao SIN e ancorou uma RAP robusta no ciclo 2025/2026. Ao antecipar a TECP, a Alupar reitera a capacidade de entregar fases moduladas de reforços urbanos complexos, extrair RAP incremental antes do previsto e transformar cronogramas revisados em geração de valor tangível. Diferentemente de anos marcados por licenças e contenciosos, o ano corrente tem evidenciado execução cadenciada: energização por etapas, reconhecimento progressivo de receita e redução de incertezas operacionais que passam a alimentar o caixa regulado.

No mesmo vetor de consistência, o mix de receitas reguladas avança com diversificação geográfica. A entrada em operação de um ativo de grande porte no eixo andino, formalizada pela operação comercial da TCE na Colômbia, ampliou a base dolarizada e validou a capacidade da Alupar em entregar linhas e subestações de alta tensão sob marcos regulatórios distintos. Quando combinada ao adiantamento da TECP em São Paulo, essa trajetória sugere uma matriz de risco mais equilibrada entre greenfields urbanos de alta complexidade e grandes interligações, com reconhecimento de RAP por fases e contratos de longo prazo. Na prática, a companhia sincroniza obras domésticas e internacionais para suavizar picos de CAPEX e sustentar a curva de RAP ao longo dos próximos ciclos tarifários, reduzindo volatilidade e fortalecendo a previsibilidade de caixa.

Com a Fase I da TECP concluída e um pipeline de obras escalonado, a Alupar preserva optionalidade para crescer mantendo alavancagem sob controle. Esse desenho dialoga diretamente com o avanço no mercado peruano, em que a empresa ampliou a carteira de concessões com a expansão anunciada no Peru (Grupo 3, RAP de US$ 31,8 milhões). O encadeamento é claro: destravar e antecipar receitas em projetos domésticos como a TECP ajuda a financiar, com disciplina, investimentos regulados de 30 anos no exterior; por sua vez, a diversificação andina dilui riscos de execução e cria um corredor de receitas capaz de sustentar pagamentos recorrentes e um ciclo virtuoso de reinvestimento. À medida que as próximas fases da TECP avançarem, a participação de RAP tende a crescer gradualmente, reforçando a narrativa de crescimento sustentável e excelência operacional delineada para 2025–2029.

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