A CSN Mineração (CMIN3) reportou na terça-feira, 4 de novembro de 2025, um salto consistente em sua agenda ESG no 3T25: o S&P ESG Score avançou de 55 para 62, posicionando a companhia à frente de 93% do setor Steel global; a representatividade feminina chegou a 26,2%, superando a meta prevista para 2025; e a empresa manteve destaque em ratings, figurando entre as 10 melhores da Sustainalytics no setor de Mineração e Metais, subindo no FTSE Russell de 2,9 para 3,4 e permanecendo no FTSE4Good. Em segurança, completou mais um trimestre sem fatalidades (mais de 11 anos) e reduziu em 25% os eventos de alto potencial (PSIF) em 9M24, com taxa de frequência estável em 1,0 por 1MHHt. No eixo ambiental, a intensidade de emissões atingiu 6,29 kgCO2/t (−11% vs. 2020 e −3% vs. 2024) e a intensidade hídrica ficou em 0,22 m³/t, abaixo da meta de 2032, enquanto avançou o Plano de Adaptação Climática e a qualidade do ar foi classificada como “boa” em mais de 88% das medições. Em barragens, as DCEs foram renovadas e a descaracterização do Vigia, Auxiliar do Vigia e B5 foi concluída, com reconhecimento da FEAM no caso do Vigia e obras da B4 em andamento. A companhia reafirmou metas: reduzir 30% das emissões (escopos 1 e 2) até 2035, alcançar carbono neutro até 2044, manter 100% de energia elétrica renovável, atingir 94% de recirculação de água até 2032, concluir a descaracterização de barragens a montante até 2030 e reduzir em 30% a taxa de frequência de acidentes até 2030, além de concluir 100% das ações de direitos humanos em Congonhas até 2027.
Além de ganhos em métricas ambientais, saúde e segurança, o avanço em ratings reforça a narrativa de governança. O movimento dá continuidade à busca por previsibilidade na comunicação com investidores, evidenciada pelo adiantamento da Reunião Pública com Analistas e da divulgação do 3T25 para 5 de novembro. Ao sincronizar o release ESG com o ciclo de resultados, a companhia amplia accountability sob o Nível 2 da B3 e cria uma cadência para acompanhamento de metas – de emissões (−30% até 2035 e net zero em 2044) à segurança (−30% na taxa até 2030) e água (94% de recirculação até 2032). Essa costura entre indicadores operacionais e agenda de RI aumenta a capacidade de o mercado monitorar, em base trimestral, a execução das frentes de descarbonização, segurança e gestão hídrica, que são determinantes para o risco socioambiental do negócio e o custo de capital no longo prazo.
Na dimensão financeira da agenda ESG (o “G” de governança e alocação de capital), a consistência de processos também se reflete na política de remuneração: a antecipação do dividendo mínimo obrigatório e do JCP anunciada em 4 de novembro de 2025 foi casada ao calendário do 3T25, reforçando disciplina e previsibilidade. Em conjunto com a estabilidade operacional (11 anos sem fatalidades, PSIF em queda e DCEs renovadas), o recuo de intensidade de emissões (6,29 kgCO2/t) e hídrica (0,22 m³/t) sugere que a companhia equilibra retorno ao acionista com investimentos em descarbonização, uso eficiente de água e descaracterização de barragens — pilares que sustentam a resiliência operacional e suportam a trajetória de melhoria nos ratings ESG. Assim, o 3T25 aparece não como um ponto fora da curva, mas como capítulo que consolida a estratégia de longo prazo anunciada e monitorada com maior previsibilidade.







