A Cosan (CSAN3) protocolou a Segunda Oferta Pública primária: 187,5 milhões de ações a R$ 5,00 por papel, com possibilidade de até 100 milhões de ações adicionais (~53,33%), esforços no exterior via Rule 144A/Reg S, sem oferta de ADSs (com suspensão por 40 dias pós-fechamento). A prioridade de subscrição ficará com acionistas nas datas de corte de 19/09 e 07/11/2025; o período prioritário será de 04 a 10/11, liquidação em 14/11. O direito é cedível apenas entre acionistas até 06/11 às 17h, não negociado na B3, irrevogável e sem rateio; sobras vão à oferta institucional de investidores profissionais. Não haverá lote suplementar nem estabilização, e subscrições por short sellers permanecem vedadas; a distribuição terá garantia firme individual pelos coordenadores locais e internacionais.
Este movimento dá continuidade à estratégia de duas janelas com preço único, reforçando a formação de base de longo prazo e a previsibilidade na captação. Diferentemente do rito tradicional com greenshoe, a companhia mantém a execução sem mecanismos de estabilização — dinâmica já visível na precificação da Primeira Oferta a R$ 5,00, com emissão de 1,8125 bi de ações e demanda superior a 1/3 da oferta inicial. Ao replicar o preço e delimitar claramente as prioridades e vedações (como a restrição a Pessoas Vinculadas quando a demanda exceder 1/3), a Cosan busca equilibrar liquidez secundária com disciplina de alocação, ainda que reconheça maior volatilidade no pós-oferta.
Operacionalmente, a Segunda Oferta segue o roteiro anunciado ao mercado, preservando lock-ups, separação entre tranches e cronograma de execução. As datas de corte, a janela de prioridade de 04 a 10/11 e a precificação subsequente já haviam sido antecipadas na abertura do ciclo de capitalização com ancoragem a R$ 5,00, que detalhou o calendário das duas janelas e os mecanismos de governança. Essa cadência permite comparar o apetite institucional entre as etapas, medir a profundidade da demanda recorrente e avançar no objetivo de desalavancar a holding com menor risco de refinanciamento.
Em termos de desenho regulatório e de mercado, a companhia reafirma pilares que reduziram incertezas de execução desde outubro: ausência de greenshoe e de estabilização, esforços simultâneos Brasil–exterior, suspensão temporária de ADSs e teto consolidado para as duas janelas. Tudo isso foi explicitado no protocolo de registro automático de 23/10/2025 que operacionalizou as duas janelas, sem greenshoe e com suspensão de ADSs, criando previsibilidade para alocação, lock-ups e liquidação, além de disciplinar a formação de preço via bookbuilding e as vedações a short sellers.
Estrategicamente, a Segunda Oferta consolida a trajetória iniciada no Acordo de Investimento com âncoras e a estrutura em duas ofertas, anunciado em 21/09/2025: precificação única, garantia de colocação na primeira janela, prioridade a acionistas na segunda e foco em desalavancagem. Desde então, a Cosan complementou o racional com ajustes de escopo para fortalecer a estrutura de capital da holding e, se necessário, de controladas e investidas, preservando opcionalidade sobre o portfólio. A homologação do aumento de capital após a alocação será o próximo marco para traduzir a captação em redução efetiva de alavancagem e maior flexibilidade financeira.







