A Irani registrou no 3T25 receita líquida de R$ 433,5 milhões e EBITDA ajustado de R$ 146,2 milhões (margem de 33,7%), com avanços de 4,7% e 15,9% na base anual, respectivamente. O lucro líquido foi de R$ 42,1 milhões, 5,3% acima do 3T24, mas 62,5% abaixo do 2T25 devido a efeitos não recorrentes naquele trimestre (como crédito de IPI e variação do valor justo de ativos biológicos). Custos ficaram controlados frente à expansão de volumes e preços, com queda em despesas comerciais e G&A. Em papelão ondulado, volumes cresceram t/t e preços seguiram firmes; em papéis para embalagens, produção e vendas avançaram, enquanto o custo com aparas cedeu no trimestre. A alavancagem encerrou em 2,06x dívida líquida/EBITDA, com perfil de dívida majoritariamente em moeda local e longo prazo, caixa de R$ 681,5 milhões e melhora no resultado financeiro. O FCL ajustado foi de R$ 100,3 milhões no trimestre (R$ 355,3 milhões em 12 meses; yield de 20,8%).

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Este desempenho consolida ganhos de eficiência e a captura gradual da Plataforma Gaia. No trimestre, após a liberação de licenças, o Conselho aprovou o início do Projeto Gaia V – Repotenciação São Luiz, desdobramento da aprovação do Projeto Gaia V – Repotenciação São Luiz (capex de R$ 125,9 mi). Ao sair da fase de licenças para a execução, a companhia acelera a verticalização energética que sustenta competitividade e previsibilidade de margens até o Ciclo 2030, reduzindo dependência de compra de energia de terceiros e mitigando volatilidade do insumo. Essa frente dialoga diretamente com a disciplina de funding e o rating AA.br, preparando o terreno para alocar capital com menor risco e maior visibilidade de retorno. Na mesma direção, a Irani avançou na estrutura de financiamento com a liquidação da 6ª emissão de debêntures verdes de R$ 120 milhões, com prazo de 15 anos, para financiar o Gaia V, casando o ciclo de geração do ativo com o passivo, reduzindo risco de refinanciamento e ancorando margens com energia renovável própria.

Com alavancagem em 2,06x — abaixo da meta de até 2,5x —, forte caixa e FCL yield de 20,8% nos últimos 12 meses, a Irani dá continuidade à estratégia de equilibrar crescimento e retorno. Diferentemente de programas defensivos, a companhia tem usado recompras de forma estratégica, reduzindo o denominador e capturando valor por ação enquanto mantém o ciclo de investimentos ancorado em dívidas de longo prazo e projetos de eficiência. Essa diretriz foi reafirmada pelo novo Programa de Recompra de Ações 2025, com cancelamento prévio de 9,3 milhões de ações e autorização até 2027, permitindo calibrar recompras em paralelo à execução do Gaia V. Em conjunto, eficiência operacional, funding verde de longo prazo e disciplina de capital formam uma narrativa coerente de criação de valor e previsibilidade de margens rumo ao Ciclo 2030.

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