Em 4 de setembro de 2025, a Irani Papel e Embalagem aprovou o Projeto Gaia V – Repotenciação São Luiz, com capex de R$ 125,9 milhões, execução estimada em dois anos e funding via financiamentos de infraestrutura. O objetivo é ampliar a capacidade e a eficiência da PCH em Santa Catarina para sustentar o consumo da fábrica de Papel em Vargem Bonita (SC), reforçando a autonomia energética e a agenda ESG da companhia. O movimento dá continuidade ao plano de longo prazo da Plataforma Gaia, ancorado nos investimentos de R$ 1,177 bi na Plataforma Gaia, que prometem elevar em 56% a geração própria e atingir 100% de autossuficiência até 2030. Repotenciar a usina reduz dependência de compra de eletricidade, mitiga volatilidade de preços, melhora a previsibilidade de margens e reduz emissões, ao mesmo tempo em que integra a base industrial com suprimento renovável. O cronograma de 24 meses estabelece marcos claros de execução e captura de ganhos antes do término do Ciclo 2030, elevando a resiliência operacional do parque fabril.

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Do ponto de vista financeiro, a escolha por linhas de infraestrutura é consistente com a natureza de ativos de geração e com a busca por alongamento de prazos e spreads mais competitivos. A atratividade dessas fontes aumenta quando o risco percebido é menor no mercado doméstico; nesse sentido, o rating de emissor AA.br da Moody’s Local BR, com perspectiva estável, concedido em agosto de 2025 tende a reduzir o custo de captação e a ampliar o acesso a funding para projetos verdes. Esse respaldo creditício ajuda a equilibrar o ciclo de investimentos com disciplina de capital, sem sacrificar a previsibilidade de caixa e a política de remuneração aos acionistas.

Estratégia e execução permanecem alinhadas. O Gaia V consolida a verticalização energética que sustenta a competitividade do portfólio de papéis e embalagens, ao mesmo tempo em que materializa compromissos públicos de sustentabilidade. A companhia já havia organizado para o mercado as metas, alavancas e indicadores que conectam crescimento, eficiência e ESG; essa narrativa foi detalhada na tese de investimento que explicitou o Compromisso ESG Ciclo 2030 e a autossuficiência em energia via Plataforma Gaia, criando um roteiro verificável no qual cada projeto — como esta repotenciação — é um passo mensurável rumo à criação de valor de longo prazo.

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