A Irani Papel e Embalagem (RANI3) liquidou nesta quarta-feira, 29/10/2025, a 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis e quirografárias, em série única, total de R$ 120 milhões (120 mil títulos de R$ 1.000), com vencimento em 15 anos (5.479 dias). Os papéis são atrelados ao IPCA, com atualização do valor nominal e juros de 6,6522% a.a. sobre o VNA atualizado, base 252, calculados de forma exponencial e pro rata temporis. A Moody’s Local BR atribuiu rating AA.br à emissão em 17/10/2025. Os títulos receberam selo de Debêntures Verdes com SPO da DNV, conforme os Green Bond Principles 2025 da ICMA. Para mitigar descasamento de indexadores, a companhia contratou swap, convertendo a taxa para CDI – 1,13% a.a., em condições alinhadas às da emissão. O comunicado complementa o fato relevante de 17/10, observando o art. 59 da Lei 6.404 e a Lei 12.431, e consolida a execução financeira do projeto energético. O movimento executa a aprovação e a estrutura definidas na 6ª emissão anunciada em 17/10, com parâmetros de green bond, IPCA e swap para DI.
Os recursos irão integralmente para o Projeto Gaia V – Repotenciação São Luiz, que repotenciará a PCH em Santa Catarina para sustentar o consumo da fábrica de Papel em Vargem Bonita (SC). Ao casar um passivo IPCA de 15 anos com um ativo de geração renovável, a Irani reduz risco de refinanciamento, melhora a previsibilidade de margens e reforça a verticalização energética prevista para o Ciclo 2030. O enquadramento na Lei 12.431 e a classificação verde ampliam o apelo a investidores de infraestrutura/ESG, favorecendo custo de capital no tempo. Em termos operacionais, a repotenciação tende a diminuir a dependência de compra de energia de terceiros e a volatilidade do insumo, ancorando competitividade do portfólio de papéis e embalagens. Este passo dá continuidade direta à aprovação do Projeto Gaia V (capex de R$ 125,9 mi e metas de autossuficiência até 2030).
Sob a ótica de alocação de capital, ancorar o capex de energia em dívida longa indexada à inflação, com hedge para CDI, preserva o caixa operacional e mantém espaço para remuneração ao acionista sem pressionar a alavancagem. A liquidação também captura o benefício do perfil de crédito reforçado, contribuindo para custo de captação competitivo e acesso a funding verde. Diferentemente de movimentos defensivos, a empresa vem articulando crescimento e retorno, casando prazos e indexadores com prudência e aproveitando janelas de mercado. Esta calibragem consolida a estratégia iniciada de verticalização energética enquanto sustenta criação de valor por ação no médio prazo. Essa diretriz já havia sido formalizada no novo Programa de Recompra de Ações 2025 e no uso de linhas de infraestrutura para o Gaia.







