Em Fato Relevante de 23 de outubro de 2025, a Natura Cosméticos (NATU3) comunicou o 7º Aditamento ao Acordo de Acionistas, prorrogando sua vigência até 31 de março de 2026. O documento também atualiza o Anexo I para refletir o número atualizado de Ações Livres detidas pelas Partes, com base na posição de 13 de outubro de 2025, e altera a denominação do FIA Veredas para Fundo de Investimento Financeiro em Ações Veredas (Fundo Veredas). Assinado pelos fundadores e demais membros do grupo de controle, o aditamento reforça a continuidade do arcabouço de governança em um momento de execução de medidas de simplificação e foco regional.
Este 7º aditamento dá continuidade ao arranjo de governança formalizado no 6º aditamento ao Acordo de Acionistas, prorrogando a vigência até 31/10/2025. Na prática, a prorrogação alarga o corredor de estabilidade decisória para além do 4º trimestre de 2025 e cobre o início de 2026, período no qual a companhia consolida integrações e reorganizações societárias. As atualizações do Anexo I e da denominação do Fundo Veredas têm caráter de ajuste cadastral e de nomenclatura, preservando o alinhamento do bloco de controle enquanto a empresa segue executando seu plano de racionalização, disciplina de capital e clarificação de KPIs por geografia.
Operacionalmente, a extensão ampara a etapa final da simplificação societária, que inclui a incorporação da Avon Industrial, marco que formaliza a migração produtiva para Cajamar, reduz camadas administrativas e potencializa o aproveitamento de créditos fiscais. Ao eliminar sobreposições entre CNPJs e transações intercompany, a companhia tende a capturar ganhos de eficiência e previsibilidade operacional. Um acordo de acionistas ativo e atualizado durante esse processo mitiga ruídos, sustenta cronogramas de integração de sistemas e reforça a governança necessária para que sinergias de Opex e padronizações de TI se traduzam em margem e conversão de caixa.
No plano estratégico, a vigência até 31/03/2026 cria uma ponte até marcos previstos para o início de 2026, coesa com o acordo vinculante para vender a Avon International à Regent, cujo fechamento é esperado no 1T-26. Ao oferecer previsibilidade de governança durante a transição, a companhia preserva foco na plataforma latino-americana e na execução de um modelo mais asset-light fora do core, reduzindo complexidade e capital empregado. Em conjunto, a prorrogação do acordo, os ajustes de referência acionária e o andamento dos desinvestimentos compõem um mesmo fio condutor: estabilidade para concluir a simplificação, sustentar a expansão de margem e apoiar a tese de eficiência no ciclo 2025–2026.







