Nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, a Smart Fit aprovou a 13ª emissão de debêntures simples, quirografárias e não conversíveis, em até três séries, no montante inicial de R$ 1 bilhão, com distribuição pública sob registro automático (Resolução CVM 160). Os recursos líquidos serão destinados ao resgate antecipado da totalidade das debêntures da 1ª série da 7ª emissão (SMFT17), com eventual saldo para propósitos corporativos gerais e reforço de capital de giro. A companhia poderá ampliar a oferta em até 20% por meio de lote adicional, e a conclusão dependerá de condições de mercado e do interesse dos investidores. Este movimento dá continuidade à gestão de passivos iniciada com a 12ª emissão e a oferta de recompra da 8ª emissão aprovadas em 18 de agosto, reforçando a busca por otimização do custo de capital sem pressionar o caixa operacional.
Na sequência daquele marco, a companhia manteve o foco em alongar passivos, calibrar custo e preservar liquidez, sinalizando que o objetivo é reduzir concentração de vencimentos enquanto sustenta o plano de crescimento. A 13ª emissão agora anunciada, com destinação prioritária para resgatar a 1ª série da 7ª emissão (SMFT17), é coerente com essa lógica de liability management, pois substitui obrigações por um instrumento potencialmente mais aderente às condições atuais de mercado e ao apetite dos investidores. Esse encadeamento ganhou tração quando a empresa lançou a oferta efetiva para aquisição e cancelamento da 8ª emissão, movimento que trocou dívida por dívida e diminuiu o risco de refinanciamento.
Do ponto de vista de alocação de capital, a decisão também conversa com a construção de previsibilidade aos acionistas. Em setembro, a empresa sinalizou equilíbrio entre crescimento e remuneração ao anunciar o início de um programa de proventos via consistente e recorrente com o pagamento de JCP de R$ 40 milhões, em linha com a disciplina de capital e o reprofiling do passivo. A sequência JCP–12ª emissão–oferta de recompra–13ª emissão compõe uma narrativa de simplificação do passivo e melhoria do custo de capital, ao mesmo tempo em que preserva flexibilidade por meio do rito de registro automático e da possibilidade de ajuste de tamanho da oferta. Como a liquidação está condicionada às janelas de mercado e ao interesse dos investidores, o timing de execução será determinante para capturar preço e demanda, mas o roteiro estratégico já está claramente delineado.







