A Smart Fit (SMFT3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 40 milhões, equivalentes a R$ 0,06697393583 por ação, com retenção de 15% de IR na fonte, exceto a imunes/isentos. O crédito será feito em parcela única até 31 de outubro de 2025, tendo como data-base 12 de setembro de 2025; a partir de 15 de setembro, as ações passam a ser negociadas ex-JCP na B3. O montante será “à conta da reserva de lucros retidos de exercícios anteriores” (DFs de 30/06/2025), e os valores líquidos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório de 2025, conforme a legislação e o Estatuto Social. O BTG Pactual é o escriturador.
Estratégicamente, o anúncio sinaliza disciplina de capital e equilíbrio entre crescimento e retorno ao acionista. O movimento consolida a trilha de otimização do custo de capital iniciada com a aprovação da 12ª emissão de debêntures e da oferta de recompra da 8ª emissão em 18 de agosto, reforçando a mensagem de previsibilidade financeira. Ao utilizar lucros retidos, a companhia organiza a política de distribuição sem deslocar o foco do plano de expansão, mantendo coerência entre preservação de flexibilidade, acesso a funding e construção de histórico de remuneração aos acionistas.
Do ponto de vista de fundamentos, o JCP se ancora na capacidade de geração de caixa e na evolução operacional recente. Os resultados do 2T25 — EBITDA recorde e manutenção do guidance de 340–360 aberturas oferecem o lastro para sustentar uma política de capital que combina reinvestimento com distribuição moderada, especialmente num ciclo de expansão orgânica acelerada e ganho de escala na América Latina. O enquadramento do JCP como imputável ao dividendo mínimo de 2025 ainda ajuda a dar visibilidade sobre a política de proventos ao longo do exercício.
Além disso, a decisão de remunerar o acionista ocorre em paralelo ao reprofiling do passivo: a oferta efetiva para aquisição da 8ª emissão com cancelamento dos títulos — condicionada à 12ª emissão — reduz riscos de refinanciamento e alonga vencimentos, reforçando a governança financeira após a volatilidade do meio do ano. Em conjunto, reprofiling da dívida, resultados robustos e JCP formam uma narrativa coesa de disciplina de capital que sustenta a execução do pipeline de novas unidades sem abrir mão de previsibilidade para o mercado.







