Na segunda-feira, 18 de agosto de 2025, a Smart Fit comunicou oferta de aquisição facultativa da totalidade das 600.000 debêntures em circulação de sua 8ª emissão (série única). O Preço de Aquisição corresponde ao valor nominal de R$ 1.000,00 por debênture acrescido da remuneração pro rata temporis desde o último pagamento até a data de liquidação estimada em 05/09/2025 — cerca de R$ 62,88 por título, sujeito à variação da taxa DI. A adesão poderá ser realizada até 04/09/2025 às 18h, com liquidação à vista em moeda corrente nacional; não haverá prêmio e as debêntures adquiridas serão canceladas. Não há quantidade mínima: a companhia comprará tantas debêntures quanto forem ofertadas, podendo chegar à totalidade. A recompra está condicionada à 12ª emissão de debêntures simples, quirografárias, em série única, de até R$ 650 milhões e prazo de 5 anos, aprovada em 15/08/2025, na qual o BTG Pactual Investment Banking atuará como instituição intermediária. As debêntures da 8ª emissão foram emitidas conforme a Escritura de Emissão de 05/10/2023, tendo a Oliveira Trust como agente fiduciário. Segundo a companhia, a iniciativa dá continuidade à gestão do perfil de endividamento consolidado e não deve gerar efeitos econômicos relevantes por ser uma realocação de passivos — movimento que sucede a aprovação da recompra da 8ª emissão e da 12ª emissão anunciada nesta data.

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Na prática, a Smart Fit troca dívida por dívida, alongando vencimentos, ajustando condições financeiras e preservando caixa — alavancas essenciais para sustentar o plano de expansão sem deteriorar a liquidez. Este passo consolida a disciplina de capital que a administração vem sinalizando, ao combinar crescimento orgânico acelerado com uma trilha de gestão de passivos que reduz riscos de refinanciamento e cria flexibilidade para atravessar diferentes janelas de mercado. O encadeamento é claro: performance operacional resiliente cria lastro para alongar o passivo em condições mais adequadas, enquanto a manutenção do guidance reforça previsibilidade para credores e debenturistas. Nesse sentido, os resultados do 2T25 — EBITDA recorde e manutenção do guidance de 340–360 aberturas em 2025 ajudam a explicar por que a companhia enxerga a transação como neutra economicamente e estratégica para otimização do custo de capital, sem sacrificar capital de giro nem ritmo de novas unidades.

Além do efeito de reprofiling, a estrutura condicionada à conclusão da captação e às condições de mercado dialoga com a necessidade de calibrar custo e acesso a capital diante de mudanças na percepção dos investidores. Diferentemente do observado no início de julho, quando as ações oscilaram de forma atípica e a empresa foi acionada pela bolsa para detalhar gatilhos de curto prazo, a oferta atual privilegia previsibilidade: divulga cronograma, critérios de preço (par mais juros), ausência de prêmio, cancelamento dos títulos recomprados e a utilização exclusiva dos recursos da nova emissão. Esse desenho busca mitigar ruído, reforçar governança e tornar o passivo mais aderente à estratégia de crescimento, em linha com o aprendizado deixado pela volatilidade de julho e ofício da B3 sobre oscilações atípicas.

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