Nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, a Oi informou que, em razão de decisão monocrática do TJ-RJ, o gestor judicial Bruno Rezende peticionou indicando quatro nomes para o Comitê de Transição: Fábio Wagner, André Tavares Paradizi, Gustavo Roberto Brambila e Marcelo Augusto Leite de Moraes. No mesmo comunicado, a companhia reportou o recebimento de cartas de renúncia do CEO/DRI, do CFO e de cinco conselheiros, todas com efeitos em 30 de setembro de 2025. O anúncio dá continuidade aos Fatos Relevantes de 1º e 2 de outubro e reforça a reorganização de governança sob supervisão judicial.
Este movimento consolida a intervenção iniciada com o afastamento da Diretoria e do Conselho e a nomeação de gestores para conduzir a transição em 30/09. A formalização de um Comitê de Transição cria um fórum técnico para decisões operacionais e de caixa durante a troca de comando, preserva a continuidade dos serviços e fornece uma ponte entre a administração afastada e a governança supervisionada pelo Juízo. Ao alinhar papéis e responsabilidades, a Oi aumenta a previsibilidade para credores e reguladores enquanto o aditamento ao plano é apreciado, reduzindo o risco de desorganização em subsidiárias e controladas.
Em paralelo à reconfiguração de governança, o fôlego de curto prazo foi reforçado pela capitalização integral dos juros vencidos em 30/09 nas Notas 2027 e na 13ª debênture, medida que evitou desembolsos no dia das renúncias e da intervenção. A combinação de preservação de caixa e comitê dedicado tende a focalizar a gestão na manutenção de serviços essenciais, no cronograma de transição operacional e na calibragem de pagamentos com a geração de caixa da Nova Oi. Para o investidor, o binômio liquidez + governança reduz incertezas de execução no trimestre mais sensível do ano.
Por fim, a criação do Comitê de Transição também responde à arquitetura exigida pela Justiça desde agosto, quando houve a suspensão entre 13 e 31 de agosto e a exigência de um plano de transição operacional. Diferentemente de fases em que a empresa apenas propunha ajustes, a atual etapa encadeia tutela judicial, preservação de liquidez e uma governança de transição com nomes indicados, sinalizando que o caso avança de propostas para execução. Próximos marcos incluem a confirmação das indicações, a definição de executivos interinos e a atualização do mercado sobre impactos na agenda do aditamento.







