Ao suspender, entre 13 e 31 de agosto de 2025, a exigibilidade de obrigações que a Oi pretende incluir no aditamento e vedar constrições sobre seu patrimônio, o Juízo da 7ª Vara Empresarial cria uma janela de proteção para calibrar o Plano já homologado e preservar a continuidade dos serviços públicos. A decisão estende-se às controladas PTIF e Oi Brasil Holdings, intima ANATEL e TCU para se manifestarem e exige um plano de transição operacional. Este movimento consolida a readequação de passivos e prazos que a companhia apresentou no aditamento ao plano de recuperação judicial protocolado em julho, orientada a alinhar o fluxo de pagamentos à geração de caixa em uma “Nova Oi” mais enxuta e focada.
Na prática, a blindagem patrimonial temporária reduz a pressão de curto prazo e cria espaço de negociação com credores enquanto a companhia estrutura o plano de transição exigido pelo Juízo. O movimento dá continuidade à estratégia de preservação de liquidez e estabilização operacional que já vinha sendo priorizada, como demonstrado pela capitalização dos juros com vencimento em junho de 2025, quando a Oi evitou desembolsos de caixa para priorizar a execução do plano. Diferentemente do período anterior, em que a companhia apenas propunha ajustes, agora há uma tutela judicial clara assegurando a execução ordenada dessas medidas.
A exigência de um plano para manter a prestação dos serviços públicos dialoga com o desenho de “núcleo enxuto + isolamentos específicos de risco” adotado ao longo de 2025. A companhia já havia reforçado essa arquitetura jurídica-operacional com o pedido de recuperação judicial das subsidiárias Serede e Brasil Telecom Call Center, separando frentes com desafios próprios para proteger o core e preservar caixa. A decisão atual, ao impedir constrições e organizar a transição, funciona como a etapa seguinte dessa mesma lógica: proteger ativos críticos, dar previsibilidade à operação e sustentar a entrega de serviços essenciais enquanto as tratativas com credores avançam.
No eixo informacional e de governança, a medida também se conecta ao esforço de refletir com precisão as mudanças estruturais nos demonstrativos financeiros. A companhia já havia postergado a divulgação do ITR do 2T25 para 28 de agosto e antecipado números preliminares, justificando a necessidade de ajustes e revisão de auditoria. Essa diretriz foi detalhada no adiamento do ITR do 2T25 e divulgação de números preliminares e tende a convergir com a atual janela de suspensão: ao mesmo tempo em que protege o caixa e organiza a transição, a Oi busca assegurar comparabilidade e transparência, preparando o terreno para consolidar a execução do aditamento e a evolução da Nova Oi no segundo semestre.







