Nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, a Klabin informou a liquidação antecipada integral de um empréstimo sindicalizado que venceria em 2028, no montante aproximado de US$ 120 milhões, resultando na quitação total da obrigação. O comunicado, feito nos termos da Resolução CVM 44/2021 e em complemento aos avisos de 7 de abril e 7 de julho, reforça a gestão proativa do passivo e a trajetória de desalavancagem de 2025. Em junho, a companhia já havia sinalizado essa direção com o pagamento antecipado de US$ 150 milhões em dívida, combinando amortizações seletivas com iniciativas de monetização de ativos e disciplina de capital.

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Além das amortizações, a empresa vem redesenhando sua curva de vencimentos com instrumentos de prazo mais longo, coerentes com o ciclo florestal. Em agosto, travou vértices em 2032 e 2035, combinando DI e IPCA, o que alongou passivos e preservou caixa operacional. Essa configuração cria folga para optar por pré-pagamentos de dívidas com custo maior ou cláusulas menos aderentes ao plano industrial, sem pressionar a liquidez de curto prazo, como evidenciado pela conclusão da 1ª emissão de CPR-Fs de R$ 1,5 bilhão. Em conjunto, o mix de emissões longas e quitações antecipadas indica um gerenciamento ativo de duration e custo, aumentando a resiliência do balanço para além de 2028.

Na frente de geração e reciclagem de caixa, a agenda asset-light sustenta essa estratégia. A materialização de parcerias em veículos dedicados converte parte do landbank em receitas contratadas e entradas de caixa, ampliando a flexibilidade para gerir passivos sem travar o crescimento florestal e industrial. Exemplo recente é o fechamento da operação que prevê a entrada de R$ 600 milhões em caixa por investidor institucional, derivado de SPEs florestais. Somados, os pré-pagamentos, o alongamento via mercado de capitais e os coinvestimentos compõem uma narrativa consistente de redução de risco financeiro, otimização de ROIC e execução disciplinada ao longo de 2025.

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