Em 30 de setembro de 2025, a Pague Menos precificou sua oferta a R$ 3,50 por ação, confirmou a subscrição da tranche primária e homologou aumento de capital de R$ 140 milhões via emissão de 40 milhões de ações ON. A operação inclui ainda tranche secundária de 29.565.218 ações detidas por fundos da General Atlantic; as novas ações passam a negociar em 2/10 e a liquidação física e financeira ocorre em 3/10. O bookbuilding registrou excesso de demanda superior a 1/3, a oferta seguiu o rito de registro automático da Resolução CVM 160, houve concessão de Direito de Prioridade (sem negociação ou cessão) aos acionistas na primária, o lote adicional de 14,4% não foi utilizado e permanece a possibilidade de estabilização por meio de lote suplementar de até 10.434.782 ações. O anúncio formaliza e conclui o ciclo aberto pelo protocolo da oferta na CVM com parâmetros, lock-up e janelas de prioridade em setembro.

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Do ponto de vista estratégico, a combinação de primária (reforço de caixa) e secundária (aumento de free float e diversificação da base) busca reduzir risco financeiro, dar profundidade de mercado ao papel e financiar projetos de execução — omnicanalidade, analytics, produtividade e o Escritório de Transformação — sem alterar o controle. Ao direcionar recursos para iniciativas escaláveis de fidelização, recorrência e ganho de margem, a companhia reforça a transição do turnaround para um ciclo de criação de valor, em linha com a agenda de disciplina de capital. Essa trajetória dá continuidade ao plano apresentado no Pague Menos Day, com foco nos Clientes de Cuidado Contínuo, descrito no plano 2025–2027 para Clientes de Cuidado Contínuo (CCC).

Temporalmente, a precificação e a homologação coroam um processo construído ao longo de setembro, no qual a empresa consolidou a base regulatória, calibrando a alocação entre tranches, definindo o público-alvo (Investidores Profissionais) e estruturando mecanismos de estabilização para o pós-oferta. O passo atual também encerra a fase de incerteza típica do bookbuilding ao materializar o preço e evidenciar a qualidade da demanda. Esse desfecho conecta-se ao fato relevante de 15/09 sobre avaliação da oferta subsequente e suspensão do guidance, que sinalizou a intenção de reforçar balanço e ampliar liquidez sem mudança de controle, preparando o terreno para a execução do plano. A robustez de demanda, a opção de estabilização e o desenho de governança conversam com a melhora operacional recente e com a redução de alavancagem, elementos que sustentam a absorção de capital e a redução do custo de financiamento. Tal pano de fundo já se refletia no 2T25: aceleração do EBITDA, ganho de market share e desalavancagem, ajudando a explicar o excesso de demanda observado e a expectativa de um pós-oferta mais estável, com maior cobertura e engajamento de investidores.

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