A Pague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 60,2 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 36,2% ante os R$ 44,2 milhões do mesmo período de 2024. O resultado marca uma aceleração impressionante desde a reversão do prejuízo que resultou em lucro líquido ajustado de R$ 13,1 milhões no 1T25, evidenciando a consolidação da recuperação operacional da farmacêutica cearense. A rede consolida trajetória de crescimento acelerado pelo sexto trimestre consecutivo, com vendas mesmas lojas avançando 18,1% no período.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 244,1 milhões, expansão de 37,9% na comparação anual, com margem subindo para 6,1% ante 5,3% no 2T24. Este crescimento robusto dá continuidade à trajetória que já havia registrado crescimento de 55,2% no EBITDA ajustado no 1T25, demonstrando a sustentabilidade da melhoria operacional. A receita bruta totalizou R$ 3,975 bilhões, alta de 18% impulsionada pelo forte desempenho operacional e ganho de participação de mercado.
A companhia alcançou market share recorde de 6,6% no mercado nacional, com destaque para a região Nordeste onde incrementou 1,1 ponto percentual de participação. A venda média mensal por loja atingiu R$ 800 mil, crescimento de 17,8% ante o 2T24, evidenciando clara mudança de patamar operacional. Os canais digitais representaram 18,7% das vendas, avanço de 4,6 pontos percentuais na comparação anual. A plataforma omnichannel totalizou R$ 744 milhões em vendas, crescimento de 56,8% sobre o mesmo período anterior, consolidando-se como importante vetor de expansão.
A desalavancagem financeira segue ritmo acelerado, com dívida líquida total de 2,6 vezes o EBITDA contra 3,4 vezes no 2T24. Esta melhoria consolida a estratégia de gestão ativa da dívida que permitiu o resgate antecipado facultativo de R$ 535,5 milhões em debêntures no primeiro semestre, viabilizado pela robustez do fluxo de caixa operacional. A combinação de forte expansão do EBITDA com melhorias no ciclo de caixa contribui para a trajetória de redução do endividamento. Investidores devem acompanhar a sustentabilidade do crescimento mesmas lojas e a evolução da margem EBITDA nos próximos trimestres.







