A Oncoclínicas (ONCO3) informou que o Diretor-Presidente Bruno Ferrari concederá entrevista ao vivo nesta terça-feira, 30/09/2025, às 16h (horário de Brasília), ao programa Radar, do canal Times Brasil (licenciado exclusivo CNBC), para falar sobre a companhia. Segundo a empresa, a divulgação atende ao Ofício-Circular nº 7/2020-CVM/SEP. A comunicação é assinada por Cristiano Affonso Ferreira de Camargo, Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, e inclui o link para acesso à transmissão.

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O timing reforça a continuidade da agenda societária: a entrevista ocorre poucos dias após a rejeição à proposta da Starboard e o encaminhamento do aumento de capital a R$ 3,00 com bônus 1:1, movimento que consolidou a opção por uma solução própria para reequilibrar o balanço, com possibilidade de integralização em dinheiro ou por créditos contra a companhia. Na prática, trata-se de avançar na redução da alavancagem, recompor liquidez e dar previsibilidade de execução sob um arcabouço de governança já comunicado, em um momento em que o mercado acompanha apetite de acionistas e credores, marcos deliberativos e cadência de execução.

Do lado operacional, a entrevista tende a dialogar com a guinada asset-light e a rotação de portfólio que vêm sustentando a estratégia de foco no core oncológico. Exemplo recente é a venda de 84% do UMC com assunção de dívidas e acordo para preservar a oncologia, que reduz a imobilização de capital em hospitalar ex-oncologia, diminui capex futuro e preserva o funil oncológico por meio de parcerias e acordos comerciais de longo prazo. Essa combinação de desinvestimentos non-core com ajustes contratuais melhora a previsibilidade de margens e caixa, criando ponte para que a fase financeira avance com menor custo de execução.

Na frente comercial e de capital de giro, a companhia também tem endereçado riscos e volatilidade por meio de redesenho de contratos e disciplina de recebimento. Nesse sentido, a repactuação de ~R$ 790 milhões com a Unimed FERJ em 94 parcelas e pré-pagamento semanal ilustra a busca por previsibilidade de caixa e mitigação de inadimplência, enquanto o atendimento emergencial e limitado, a pedido da ANS, preserva a assistência sem reabrir exposição a condições punitivas. Em conjunto, a entrevista funciona como mais um ponto de contato para articular a narrativa: desalavancagem via capital e créditos, rotação de ativos não essenciais e foco em oncologia para sustentar a recuperação operacional.

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