No Minerva Day, a companhia apresentou a continuidade da integração com captura rápida de sinergias (SG&A/Receita em 10,1% no 2T25, -400 bps vs 2T24), reforçou o foco em geração de caixa livre e destacou a expansão de habilitações para mercados estratégicos (China, EUA, México e Rússia). A padronização de processos, a replicação tecnológica e o Sistema de Gestão Minerva sustentam governança e eficiência, enquanto KPIs de pessoas evoluíram com menor turnover e absenteísmo. Este movimento consolida a virada operacional e a tração das integrações evidenciadas no desempenho recorde do 2T25 com integração acelerada dos ativos adquiridos.
Na frente operacional, a Minerva enfatizou o seu footprint diversificado (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Chile e Austrália) e a flexibilidade para deslocar produção entre origens, com habilitações crescentes para China, EUA, México, Oriente Médio e Ásia — uma arquitetura que a própria gestão descreveu como “blindagem contra riscos geopolíticos”. Essa malha ganhou densidade recente no eixo Halal/Ásia, com a habilitação de plantas para exportar à Indonésia, que elevou a capacidade e o mix premium direcionado à região, ampliando alternativas de alocação e velocidade de resposta a janelas de demanda.
Em finanças, a liderança reiterou disciplina e priorização de geração de caixa livre como pilar de desalavancagem, crescimento e retorno ao acionista — combinando eficiência operacional, otimização de suprimentos/logística e ganhos de escala. Essa tônica dialoga com a limpeza e o preparo da base patrimonial observados na redução de capital para absorver os prejuízos de 2024, sinalizando compromisso com robustez de balanço, custo de capital e resiliência para sustentar ciclos de investimento e integração.
No campo regulatório e de alocação de capacidade, o discurso de “footprint como blindagem” também se conecta à necessidade de mitigar choques por jurisdição. A flexibilidade multiorigem e multidestino torna-se ainda mais relevante após a negação da COPRODEC à Operação – Uruguai, que exigiu reavaliação estratégica de capacidade na região. Em paralelo, o painel de cenário reforçou vetores estruturais do setor (ciclo pecuário no Brasil, oferta/estoques nos EUA e dinâmica de insumos como etanol de milho e DDG), que, combinados à continuidade das habilitações e à disciplina de caixa, pavimentam os próximos passos: avançar na integração, expandir mercados críticos e sustentar margens com eficiência operacional.







