A Minerva (BEEF3) divulgou nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, lucro líquido de R$ 458,3 milhões no segundo trimestre, representando crescimento de 380,2% ante os R$ 95,4 milhões do mesmo período de 2024. O resultado marca a melhor performance trimestral da história da companhia de proteína animal.
O EBITDA também atingiu patamar recorde de R$ 1.302,5 milhões, expansão de 74,9% na comparação anual e 35,3% versus o primeiro trimestre de 2025, com margem EBITDA de 9,4%. A receita líquida consolidada somou R$ 13,9 bilhões, alta de 81,6% ante o 2T24, impulsionada pelas exportações que representaram 60% do total.
A integração dos ativos adquiridos da MSA segue avançando melhor que o inicialmente planejado, consolidando a estratégia que teve início com a aprovação definitiva da aquisição em junho, quando nenhum acionista exerceu direito de recesso, sinalizando forte apoio do mercado à expansão. Com volume de vendas crescendo 50% e receita aumentando 104% em relação ao primeiro trimestre, os novos ativos geraram receita bruta de aproximadamente R$ 3,0 bilhões no período, com volume total de 119,1 mil toneladas.
A alavancagem líquida encerrou o trimestre em 3,16x (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado), considerando o EBITDA pro-forma dos novos ativos. Esta métrica reflete a disciplina financeira construída ao longo do ano, especialmente após a recompra estratégica de USD 309,1 milhões em bonds, operação que otimizou a estrutura de dívida e preparou a companhia para suportar a expansão. A Minerva concluiu aumento de capital privado de R$ 2 bilhões, reforçando a posição de caixa que fechou em R$ 12,5 bilhões.
No mercado externo, destaque para a retomada da China, que passou de 11% para 17% da receita no trimestre devido à reconstrução dos estoques chineses. Os Estados Unidos seguem como principal destino, representando 19% das exportações através das diversas origens produtivas da companhia na América do Sul. Esta diversificação geográfica se mostrou ainda mais estratégica após o alerta sobre potencial impacto tarifário americano, quando a empresa demonstrou como suas múltiplas bases produtivas oferecem proteção contra mudanças regulatórias em mercados específicos.







