Nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, a Minerva (BEEF3) informou que a autoridade concorrencial uruguaia (Coprodec) negou a aprovação da aquisição de três plantas da Marfrig no Uruguai (San José, Salto e Colonia), a “Operação – Uruguai”. O comunicado foi feito nos termos do § 4º do art. 157 da Lei 6.404 e da Resolução CVM 44, e a companhia reiterou que manterá o mercado atualizado. O desfecho dialoga com a notificação da Marfrig e a contestação da Minerva em 29 de agosto de 2025, quando a empresa sustentou que a aprovação antitruste era o principal passo remanescente; a negativa agora define o vetor regulatório que condicionava a transação e exige reavaliação estratégica sobre alternativas contratuais e de alocação de capacidade na região.
Estratégicamente, o revés no Uruguai não invalida o racional de diversificar origens e arbitrar destinos — pilar que vem ganhando densidade no eixo Halal/Ásia e que amplia a resiliência a choques regulatórios. Nos últimos meses, a companhia ampliou sua malha de exportação com novas habilitações para atender a Indonésia, elevando a flexibilidade para redirecionar volumes e otimizar mix por mercado, o que ajuda a amortecer impactos pontuais em uma única jurisdição. Essa frente ficou evidente na habilitação de plantas para exportar à Indonésia em 9 de setembro de 2025, que levou a 9 o número de unidades aptas a esse destino e reforçou a capacidade combinada de abate acima de 11 mil cabeças/dia — um colchão operacional útil em cenários de restrição local.
Além da diversificação geográfica, a execução recente indica capacidade de integração e captura de sinergias que sustenta margens mesmo com ajustes de portfólio. A companhia reportou lucros e EBITDA históricos com aceleração da integração dos ativos adquiridos, reforçando escala, disciplina financeira e elasticidade operacional para realocar produção conforme a dinâmica de cada mercado, elementos fundamentais quando decisões antitruste alteram o mapa de capacidade. Esse pano de fundo foi evidenciado pelo desempenho recorde do 2T25 com integração acelerada dos ativos adquiridos, que corrobora a tese de múltiplas origens e múltiplos destinos como arcabouço de longo prazo. Em síntese, a decisão da Coprodec reorienta um capítulo do plano de expansão, mas encontra uma empresa com rotas alternativas, base produtiva mais ampla e mecanismos operacionais para preservar competitividade enquanto define os próximos passos no Uruguai.







