Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2025, a CVC (CVCB3) informou que a Fitch Ratings revisou a perspectiva de Estável para Positiva, mantendo o rating em 'BBB(bra)'. Segundo a agência, a decisão reflete a expectativa de melhora gradual do perfil e das condições de endividamento, maior acesso a fontes de financiamento, fortalecimento da rentabilidade e da estrutura de capital. A Fitch também projeta redução do alto custo financeiro, boa gestão de capital de giro e fluxos de caixa livres próximos à neutralidade nos próximos dois anos, com recuperação dos índices de cobertura de juros.
Na prática, a revisão de perspectiva consolida a agenda de desalavancagem e de redução do custo de capital que a companhia vem executando. Um marco recente foi a amortização extraordinária de 27% do saldo das debêntures da 4ª e 5ª emissões, a ser concluída até 30/09/2025, movimento direcionado a otimizar a estrutura de capital e reduzir juros. Ao transformar excesso de liquidez em diminuição de dívida mais cara, a CVC reduz pressão de despesas financeiras recorrentes, melhora a qualidade do passivo e alonga a trajetória de queda do risco de crédito. Essa combinação tende a ampliar o acesso a funding — exatamente um dos vetores destacados pela Fitch — e cria espaço para sustentar o ciclo de crescimento comercial sem comprometer a disciplina de caixa.
A sustentação dessa melhora de percepção de risco vem do desempenho operacional recente. Os números apontaram ganho de margem, eficiência e geração de caixa, com a consolidação da evolução operacional no 1S25, quando o EBITDA acumulado atingiu R$ 197 milhões e o lucro líquido ajustado voltou ao campo positivo. Essa trajetória reforça a leitura de fortalecimento estrutural e dá previsibilidade ao fluxo de caixa, reduzindo a volatilidade típica do setor de turismo e apoiando a recuperação dos indicadores de cobertura de juros observada pela agência. Além disso, o segundo trimestre trouxe sinais concretos de disciplina financeira e tração comercial, como a geração de caixa operacional de R$ 131 milhões, expansão de receita de 16% e redução do endividamento em R$ 118,6 milhões versus o 1T25, elementos que dialogam com a expectativa da Fitch de FCFs próximos à neutralidade e maior robustez na estrutura de capital.







