A CVC apresentou números sólidos no 2T25 e 1S25: EBITDA de R$ 92,3 milhões no trimestre, margem de 27,0%, e receita líquida de R$ 341,8 milhões (+16% ano a ano). No semestre, o EBITDA somou R$ 197,0 milhões (vs. R$ 156,5 milhões no 1S24) e o lucro líquido ajustado foi de R$ 8,1 milhões. Este resultado consolida a evolução operacional já evidenciada no detalhamento do 2T25, com EBITDA de R$ 92,3 milhões e margem de 27,0%, quando a companhia também reportou prejuízo ajustado no trimestre, enquanto o acumulado do ano reverte para lucro.

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No Brasil, as reservas confirmadas atingiram R$ 3,16 bilhões (+9,9% a/a), com receita líquida de R$ 281,4 milhões (+16%) e take rate de 9,7% (9,4% no 2T24). A companhia destacou o avanço da Rextur Advance na incorporação de clientes globais e a operação do canal Conectaas (Trend Viagens), reforçando a distribuição B2B e a integração de inventário. Comercialmente, foram 50 novas lojas no trimestre (41 no Brasil e 9 na Argentina), sendo 75% fora de capitais, movimento que amplia capilaridade e sustenta a penetração figital B2C de 56% e a oferta de produtos exclusivos (21,4% de penetração).

Na Argentina, as reservas confirmadas cresceram 37,3% (R$ 924,5 milhões) e a receita líquida avançou 17,6% (R$ 60,4 milhões), com margem EBITDA de 22% (R$ 13 milhões). A abertura de 9 franquias elevou a rede para 172 lojas ativas. O take rate menor reflete maior peso do B2B no mix, padrão já observado e que, embora dilua a taxa, sustenta escala, produtividade e margem operacional.

Em eficiência, o G&A cresceu abaixo da inflação, reduzindo sua razão sobre a receita líquida em 5,9 p.p. (de 58,7% para 52,8% vs. 2T24). As despesas de vendas no Brasil tiveram alta pontual no trimestre, mas no acumulado acompanham o crescimento das reservas. No caixa e capital, a geração operacional atingiu R$ 131 milhões (vs. R$ 92,4 milhões no 2T24) e houve redução do endividamento geral em R$ 118,6 milhões versus 1T25, com queda de 0,4x na alavancagem para 2,3x EBITDA LTM.

Com vetores de crescimento como reservas confirmadas adicionais de R$ 537 milhões (+15% a/a), reforço de parcerias B2B2C e reconhecimento em gestão (GPTW e Selo de Excelência em Franchising 2025), a empresa aprofunda a agenda de Crescimento & Inovação. Em síntese, o trimestre combina ganho de margem, expansão comercial e disciplina financeira, criando base para capturar demanda no 2º semestre e confirmar a tendência de recuperação operacional apontada desde o 2T25.

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