A CVC aprovou a amortização extraordinária e facultativa de 27% do saldo das debêntures da 4ª e 5ª emissões, totalizando R$ 150 milhões de principal, com desembolso estimado de R$ 196,5 milhões ao considerar juros e prêmio, a ser concluído até 30 de setembro de 2025. A medida dá continuidade à otimização da estrutura de capital, apoiada pela melhora de capital de giro e pela virada operacional iniciada em 2023, e reforça o compromisso com desalavancagem e redução do custo de capital sem comprometer a capacidade de investimento.

Esse movimento consolida a agenda financeira construída ao longo de 2025. No 2º trimestre, a empresa já havia combinado expansão de receita, ganho de margem e disciplina de caixa, com geração de caixa operacional de R$ 131 milhões e redução do endividamento em R$ 118,6 milhões no 2T25. Ao direcionar excesso de liquidez para amortizar dívida mais cara, a companhia captura economia de juros recorrente e alonga a trajetória de queda do risco financeiro, enquanto preserva os vetores comerciais que sustentam o ciclo de crescimento, como o reforço do B2B, a abertura de lojas e a integração de inventário em canais figitais no Brasil e na Argentina.

Além disso, a decisão dialoga com a evolução operacional vista no 1º semestre, quando a companhia reportou expansão de EBITDA e ganhos de eficiência. Essa base operacional mais robusta, aliada a melhorias no mix e na produtividade, fornece a folga necessária para acelerar a desalavancagem sem interromper projetos de Crescimento e Inovação. A consolidação da evolução operacional no 1S25, com EBITDA acumulado de R$ 197 milhões e margem em alta ajuda a explicar por que a CVC consegue agora avançar para uma fase de otimização do custo de capital, transformando ganhos operacionais recentes em fortalecimento do balanço.

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