O Banco ABC Brasil aprovou um novo Programa de Recompra de até 7,5 milhões de ações preferenciais, com duração máxima de 18 meses a partir desta sexta-feira, 26 de setembro de 2025, e término em 26 de março de 2027. Em linha com as Resoluções CVM 44/2021 e 77/2022 e com o Estatuto Social (art. 21, “k”), as ações poderão permanecer em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social. A medida, assinada pelo DRI Ricardo Miguel de Moura, reforça a flexibilidade na alocação de capital e a disciplina de remuneração ao acionista.

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Este movimento dá continuidade à otimização de capital destacada no 2T25, quando o banco combinou JCP de R$ 261,3 milhões com o resgate de R$ 300 milhões em instrumentos perpétuos (AT1), preservando Índice de Basileia em 17,3% e inadimplência (NPL90) em 0,7%. Ao avançar agora com recompra, a administração sinaliza confiança na geração recorrente de resultados e utiliza a folga de capital de forma tática: além de potencialmente elevar o lucro por ação no tempo, a recompra funciona como complemento à política de JCP, sem comprometer o crescimento seletivo nas carteiras Corporate e Middle, nem a eficiência operacional.

Além do racional financeiro, a iniciativa se insere em uma trajetória de governança e comunicação ativa com o mercado, refletida na agenda de apresentações de 13 de agosto e no Relatório Anual Integrado 2024. Ao amarrar transparência, disciplina de capital e instrumentos de remuneração (JCP + recompra), o banco consolida uma estratégia consistente: calibrar o balanço após a substituição de instrumentos de capital, manter a eficiência e devolver valor ao acionista de forma previsível e sustentável, em conformidade regulatória.

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