O Banco ABC Brasil (ABCB4) reportou lucro líquido de R$ 244,1 milhões no 2T25, avanço de 8,2% frente ao 1T25 e leve queda de 2,4% ante o 2T24. O ROAE foi de 15,0% e o índice de eficiência, 38,4%. A margem financeira gerencial pré-provisão somou R$ 604,4 milhões (R$ 525,0 milhões após provisões), com custo de risco anualizado em 0,6% sobre a carteira. A carteira de crédito expandida atingiu R$ 52,1 bilhões (+1,8% t/t; +7,9% a/a), com destaque para Corporate (+13,5% a/a) e Middle (+7,8% a/a). A inadimplência +90 dias recuou 20 bps para 0,7%, com coberturas de 307% (NPL90) e 93% (Estágio 3). A captação totalizou R$ 55,3 bilhões e o Índice de Basileia foi de 17,3% (Nível 1: 14,8%).
Esse desempenho reforça a combinação de crescimento com disciplina de capital e remuneração. O JCP de R$ 261,3 milhões declarado no trimestre segue a política já comunicada, em linha com a distribuição de JCP de R$ 261,3 milhões aprovada para o 1º semestre. A manutenção do payout, mesmo com ajustes no mix da carteira e melhora da inadimplência, sugere confiança na geração recorrente de resultados e na capacidade de absorver o ciclo de crédito com custos de risco sob controle. Ao mesmo tempo, a recompra parcial de Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas (AT1) de R$ 300 milhões, realizada em julho, integra uma estratégia de substituição de instrumentos de capital que, pro forma, reduz a Basileia em 57 bps e mantém folga regulatória. Esse foco em otimização de capital já havia sido sinalizado no Relatório Anual Integrado 2024, que destacou o resgate antecipado de R$ 300 milhões em letras perpétuas como parte da governança financeira.
Operacionalmente, a expansão seletiva em Corporate e Middle, combinada à queda do NPL90 para 0,7%, sustenta o ROAE de dois dígitos e a eficiência sob controle. Diferentemente do 2T24, quando o lucro foi levemente superior, o 2T25 mostra margens resilientes com menor custo de risco e Basileia estável versus o 1T25, consolidando a abordagem conservadora. Na frente de relações com investidores, a divulgação antes da abertura e a conferência de 13 de agosto dão continuidade ao engajamento com o mercado já previsto na agenda de apresentações ao mercado em 13 de agosto para detalhar o 2T25 e a tese de investimento, reforçando transparência e ancorando expectativas sobre crédito, capital e remuneração.







