Nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, a Orizon (ORVR3) informou a conclusão, em 22/09, da oferta pública da 6ª emissão de debêntures simples, quirografárias, com garantia fidejussória, pela OMA, no montante de R$ 400 milhões. Os recursos líquidos serão destinados, em parte, ao resgate antecipado total da 2ª série da 4ª emissão (HZTC24), integralizada em dez/2021, de R$ 250 milhões, originalmente com vencimento em 2031 a CDI+3,80% a.a. A nova emissão vence em 2035 a CDI+1,45% a.a., alongando o prazo, reduzindo o custo e reforçando a estrutura de capital. O anúncio materializa o plano de gestão do passivo descrito na 6ª emissão aprovada em 15 de setembro como passo de liability management.

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Além de executar o pré-pagamento, a conclusão da oferta se apoia na visibilidade de risco de crédito dada pelo mercado. Dias antes, a S&P reafirmou o rating corporativo e atribuiu ‘brAA+’ à proposta desta emissão, o que ancorou a precificação e a janela de funding, conforme a atribuição de rating 'brAA+' à proposta da 6ª emissão e reafirmação dos títulos da OMA. Essa leitura da agência veio acompanhada de perspectiva de desalavancagem a partir de 2027, sustentada pelo ramp-up de projetos como biometano e a URE de Barueri, e por margens esperadas acima de 50% quando os novos ativos contribuírem de forma relevante. No curto prazo, a troca de uma dívida a CDI+3,80% por um passivo de prazo mais longo a CDI+1,45% reduz a despesa financeira e o risco de refinanciamento em meio ao ciclo de capex, preservando caixa para a expansão.

Esse capítulo reforça a disciplina de capital adotada desde o 2T25, quando a companhia reduziu a alavancagem e fortaleceu o balanço com oferta primária. A execução atual dialoga com a queda da alavancagem para 1,84x após o follow-on de R$ 635 milhões no 2T25, criando um binário de funding — equity e dívida mais barata e longa — que sustenta o ciclo de investimentos em Transição Energética e monetização ambiental. Em síntese, a emissão conclui a etapa de substituição da HZTC24, alonga o perfil até 2035 e melhora o custo médio, alinhando financiamento e estratégia operacional.

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