Nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, a Orizon (ORVR3) e sua subsidiária OMA informaram que a S&P Global reafirmou o rating corporativo em 'brAA+' na Escala Nacional Brasil, mantendo perspectiva negativa. A agência também reafirmou o rating da 4ª emissão de debêntures da OMA e atribuiu 'brAA+' à proposta da 6ª emissão. Segundo a S&P, a oferta subsequente de ações fortaleceu a estrutura de capital e deve acelerar o plano de investimentos; a expectativa é de crescimento sólido da geração de caixa e margens superiores a 50% até 2027, sustentadas por projetos de biometano, pela URE (WtE) de Barueri e por ganhos de eficiência nos ecoparques. A perspectiva negativa reflete o ciclo intensivo de investimentos, mas a agência projeta desalavancagem a partir de 2027, quando os novos ativos começarem a contribuir de forma relevante.
Este movimento dá continuidade à agenda financeira que a companhia vem executando. No front de dívida, destacam‑se a 6ª emissão de debêntures e passo de liability management aprovados em 15 de setembro, direcionando recursos ao pré‑pagamento de séries anteriores e ao alongamento do perfil, o que mitiga risco de refinanciamento justo no momento de aceleração dos projetos. Essa engenharia financeira se alinha à manutenção do rating dos títulos da OMA e à atribuição do mesmo nível para a nova proposta, sinalizando previsibilidade de funding para a expansão em Transição Energética e monetização ambiental.
Já no capital próprio, a captação recente foi determinante para reforçar o balanço e sustentar o capex em ativos de crescimento, como a URE Barueri e as plantas de biometano; no 2º trimestre, a Orizon reportou a queda da alavancagem para 1,84x após o follow‑on de R$ 635 milhões no 2T25, combinando aceleração operacional com fortalecimento da estrutura de capital. Essa combinação de funding e execução é coerente com a expectativa de margens acima de 50% até 2027 e com a trajetória de desalavancagem projetada pela S&P conforme os novos ativos entrarem em operação.
Além da energia renovável, a tese de previsibilidade se apoia em receitas ambientais recorrentes. O registro do maior projeto de créditos de carbono do Ecoparque Paulínia junto à Verra adiciona um vetor de caixa de longo prazo, complementar aos contratos de biometano de 10 anos e ao ramp‑up dos ecoparques. Ao integrar destinação de resíduos, geração de energia e créditos ambientais, a Orizon consolida uma narrativa de diversificação resiliente que ajuda a explicar tanto a manutenção do rating quanto a perspectiva de desalavancagem quando o ciclo de investimentos maturar.







