Com lucro de R$ 26,8 milhões no 2T25, receita de R$ 264,2 milhões (+22,8% a/a; +9,7% t/t) e EBITDA de R$ 125,7 milhões (margem de 47,6%; +25,9% a/a; +14,4% t/t), a Orizon reverteu o prejuízo do 1T25 e reforçou a estrutura de capital após oferta primária de R$ 635 milhões. A alavancagem caiu para 1,84x (de 3,07x), enquanto o CAPEX somou R$ 211,9 milhões, priorizando Transição Energética — URE Barueri e plantas de biometano — e sustentando o ciclo de crescimento orgânico. Nos ecoparques, foram 2,2 milhões de toneladas com preço médio de R$ 83,3/t (+9,8% a/a).

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Na agenda de monetização ambiental, a empresa entregou cerca de 167 mil créditos (R$ 5,0 milhões) e avançou no pipeline ao registrar o quinto e maior projeto da casa, com destaque para o registro do projeto de créditos de carbono do Ecoparque Paulínia junto à Verra, estimado em mais de 1 milhão de créditos anuais. Este movimento consolida a diversificação de receitas lastreada em ativos ambientais e cria previsibilidade de caixa de longo prazo, complementando a expansão em Destinação Final e a política de preços que vem sustentando margens. Ao ancorar a geração de créditos em ecoparques de escala, a companhia amplia a resiliência frente ao ciclo econômico e reforça seu posicionamento em economia circular.

Em Transição Energética, a Orizon firmou dois contratos de 10 anos para 150 mil m³/dia de biometano a partir de 2028, obteve a primeira autorização da ANP em Jaboatão — com início de fornecimento iminente — e reportou que Paulínia caminha para conclusão até o fim do ano. O avanço também se alinha ao protocolo de intenções com a SERGÁS para avaliar a injeção de biometano no sistema de Sergipe, abrindo nova via de comercialização e integrando a estratégia de escoamento por rede, relevante para escalabilidade e diluição de custos logísticos.

Diferentemente do trimestre anterior, quando a pressão financeira e o prejuízo limitaram o desempenho, o 2T25 marca a combinação de crescimento orgânico, queda expressiva da alavancagem pós follow-on e aceleração do portfólio de energia renovável (biometano e WtE Barueri). A administração indica foco no segundo semestre em maturação de ativos, ramp-up das plantas e oportunidades de M&A, reforçando a narrativa de transformação iniciada pela captação e pela vertical de créditos de carbono. Para o investidor, a tese se apoia em monetização de resíduos via múltiplos vetores (destinação, energia, créditos) e contratos longos que reduzem volatilidade.

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