A CEMIG (CMIG3, CMIG4) aprovou a distribuição de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) de R$ 604,7 milhões (R$ 0,21139610230 por ação), com retenção de 15% de IR na fonte, exceto para dispensados por lei. Têm direito os acionistas posicionados na data-com de 29/09/2025; as ações passam a ser negociadas ex-direitos em 30/09/2025. O JCP será compensado com o dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2025 e pago em duas parcelas iguais: até 30/06/2026 e até 30/12/2026. A companhia orienta acionistas com ações fora da CBLC e dados desatualizados a buscarem o Itaú Unibanco para atualização cadastral. O comunicado é assinado pela Vice-Presidente de Finanças e de RI – em exercício.
Estratégia e continuidade: este anúncio reforça a política de remuneração previsível com eficiência fiscal via JCP, dando sequência ao JCP de R$ 596,7 milhões anunciado em junho de 2025. A decisão de programar o pagamento em 2026, em duas parcelas, preserva o caixa de curto prazo enquanto mantém o compromisso de payout vinculado ao resultado de 2025. Para o investidor, o desenho sinaliza disciplina financeira: a empresa antecipa o direito econômico (data-com em 2025), mas suaviza desembolsos em linha com o ciclo de investimentos e a dinâmica regulatória, compatibilizando retorno ao acionista com execução operacional.
Coerência com a tese: a cadência de proventos se apoia na robustez operacional-financeira destacada recentemente, com recordes e alavancagem contida. Isso dialoga com os recordes financeiros e o equilíbrio entre capex e payout apresentados no 30º Cemig Day — quando a companhia reportou R$ 5,5 bilhões em proventos em 12 meses e DL/EBITDA de 1,59x, além de reafirmar o maior plano de investimentos da história. Em termos de narrativa corporativa, a mensagem permanece consistente: liquidez alongada, risco de crédito elevado e previsibilidade de geração de caixa sustentam a capacidade de investir e, ao mesmo tempo, remunerar o acionista.
Gestão de passivos e previsibilidade de caixa: o cronograma do JCP também conversa com a estratégia de suavização de saídas extraordinárias, como evidenciado no acordo do plano de saúde com buyout escalonado até 2030. Ao transformar obrigações difusas em pagamentos faseados, a Cemig reduz incerteza atuarial e evita picos de desembolso, o que melhora a visibilidade de caixa e dá conforto para manter a política de proventos. Em síntese, o JCP agora anunciado funciona como mais um capítulo da mesma lógica financeira: alinhar remuneração, investimentos e gestão prudente de passivos, preservando a trajetória de estabilidade construída desde 2019.







