Nesta sexta-feira, 12 de setembro de 2025, a CEMIG informou que, em 11/09/2025, protocolou no dissídio coletivo (Processo nº 0011802-15.2025.5.03.0000) o acordo celebrado com SINDSUL e FTIUMG sobre o plano de saúde. O arranjo prevê indenização compensatória (buyout) de valor total máximo de R$ 1,25 bilhão, paga pro rata em seis parcelas — com a última em 2030 — e alcança 15.496 aposentados e pensionistas titulares, além de ativos e inscritos no PSI da CEMIG Saúde em fevereiro de 2025. O acordo, de natureza resolutiva, está sujeito à homologação pelo TRT-3 e dá continuidade ao Fato Relevante de 20/02/2025. Do ponto de vista estratégico, o movimento busca encerrar litígios e converter obrigações pós-emprego difusas em um cronograma de desembolsos previsível, reduzindo incerteza atuarial e reforçando a disciplina de risco — em linha com o upgrade para AAA.br e a ênfase na gestão disciplinada de passivos.
Ao escalonar o pagamento até 2030, a companhia tende a compatibilizar saídas extraordinárias com a manutenção do capex e da remuneração aos acionistas, preservando liquidez e previsibilidade de caixa. Essa coerência aparece no desenho financeiro recente: alavancagem contida, forte geração e comunicação de investimentos plurianuais. Nessa direção, a administração ressaltou equilíbrio entre capex robusto e payout, sustentado por métricas recordes e melhor risco de crédito, conforme os recordes e a alavancagem de 1,59x apresentados no Cemig Day, com “melhor rating da história” e o maior plano de investimentos. Assim, se homologado, o buyout tende a ser absorvido dentro do planejamento financeiro sem alterar a estratégia central de foco em Minas Gerais, modernização de ativos e estabilidade de fluxos.
Em governança, a CEMIG reiterou que manterá o mercado informado conforme as normas da CVM — uma prática que tem reforçado previsibilidade e redução de assimetria de informações. O padrão de disclosure técnico e faseado já foi aplicado em outros temas regulatórios, como no comunicado sob a Resolução CVM 44 no contexto da ADI 7.324, quando a empresa destacou que impactos seriam absorvidos via ciclo tarifário. A expectativa, portanto, é de uma comunicação semelhante após a homologação: detalhamento dos efeitos contábeis e financeiros, premissas de provisionamento e execução do cronograma de desembolsos, consolidando a virada de governança e a gestão prudente de passivos iniciada nos últimos anos.







