O Banco Mercantil aprovou uma OPA para adquirir as ações ordinárias e preferenciais em circulação de sua controlada Mercantil Financeira, com o objetivo de cancelar o registro de companhia aberta categoria “A” na CVM e promover a saída do segmento básico da B3. A oferta será a R$ 14,40 por ação, paga à vista, e o preço poderá ser ajustado por dividendos/JCP e eventos societários até a data do leilão. Atualmente, o Mercantil já detém cerca de 98,13% das ON e 91,28% das PN (95,30% do total), e a operação se fundamenta em três pontos: baixíssima liquidez, custos de observância elevados e ausência de intenção de acessar o mercado de capitais no curto, médio e longo prazos. O edital trará os procedimentos e prazos, e o laudo de avaliação será elaborado pela Grant Thornton.
Estratégicamente, o fechamento de capital da controlada consolida a racionalização societária e a disciplina de capital ao reduzir custos recorrentes de listagem sem contrapartida de liquidez ou funding. O movimento dá continuidade à percepção de eficiência e resiliência do grupo reconhecida na elevação de rating pela Fitch para AA-(bra), com perspectiva positiva, quando a agência destacou crescimento com risco controlado, geração robusta de capital e estabilidade operacional. Na prática, a OPA tende a simplificar a governança, concentrar decisões e otimizar o uso de recursos, reforçando a capacidade do banco de sustentar o crescimento com menos complexidade regulatória e melhor alocação de capital no consolidado.
Do ponto de vista financeiro, a decisão de não depender do mercado de capitais para financiar a operação é coerente com a forte geração de resultados e capital do grupo. Esse pano de fundo ficou evidente nos resultados recordes do 2º tri de 2025, com lucro de R$ 243 milhões, ROAE de 46% e índice de Basileia de 17,1%, além da 11ª alta consecutiva do ROAE e inadimplência controlada. Em outras palavras, a OPA na Mercantil Financeira representa o próximo capítulo de uma estratégia que combina escala, eficiência e controle de risco: menos custos de observância, mais foco em performance e integração operacional. Investidores devem acompanhar o edital, o laudo e eventuais ajustes de preço por proventos, lembrando que a efetivação depende do deferimento da CVM.







