A Suzano (SUZB3) fará, em 26 de setembro de 2025, o resgate antecipado total das debêntures simples, não conversíveis, quirografárias, da 8ª emissão (código SUZB18), no montante de R$ 750 milhões de principal, acrescido da remuneração pro rata temporis e de prêmio, conforme a Cláusula 7.14 da Escritura de Emissão. Os títulos, originalmente com vencimento em 15 de setembro de 2028, serão pagos e imediatamente cancelados. O instrumento foi celebrado com a Pentágono DTVM em 13 de setembro de 2019. Segundo a companhia, o movimento está alinhado à gestão ativa de passivos, com foco em otimização da estrutura de capital e redução do custo da dívida, reforçando o compromisso de transparência com investidores.

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Este resgate consolida a estratégia de liability management iniciada no começo do mês, quando a companhia estruturou um ciclo de alongamento e simplificação do passivo: primeiro, ao anunciar o lançamento de nova emissão no exterior combinada a ofertas de recompra para as séries 2026/27, em um plano explicitamente voltado a suavizar amortizações e reduzir risco de rolagem. Esse capítulo começou com o lançamento da nova emissão e do Offer to Purchase em 2 de setembro de 2025, definindo a arquitetura financeira que viabilizaria as etapas seguintes.

Na sequência, a empresa travou o funding de longo prazo e fixou o custo em dólares, ancorando a transição de dívida de curto/médio prazo para duration estendida. A precificação de US$ 1 bilhão em Bonds 2036 deu o “lastro” para as recompras e eventuais make-whole, transformando um bloco de vencimentos concentrados em um perfil mais equilibrado e previsível. Ao adicionar agora o resgate de uma emissão local (SUZB18) originalmente com vencimento em 2028, a Suzano acelera a limpeza do passivo em reais e reforça a disciplina de custo total.

O encadeamento ficou completo quando a companhia eliminou o residual das notes de curto prazo, reduzindo incertezas de cronograma e evitando carregar cupons até o vencimento. Os resgates via make-whole que encerraram as notes 2026/27 removeram o risco de refinanciamento imediato e criaram espaço para decisões operacionais de 2026 sem pressão de amortizações. O resgate das debêntures SUZB18, portanto, é mais um passo coerente dessa mesma trilha: menos concentração de vencimentos, menor custo médio e maior previsibilidade de caixa.

Por fim, o movimento dialoga com a matriz de funding por finalidade que a Suzano vem adotando: instrumentos setoriais para a base florestal e dívida corporativa para gestão do passivo e da liquidez. Nesse desenho, a emissão de R$ 2 bilhões em CPR‑Fs destinada à base florestal liberou o balanço para que a companhia trate a otimização do passivo de forma oportunista e cirúrgica. Em conjunto, os passos recentes formam uma narrativa clara: alocar capital onde há ganho estrutural de custo, estender prazos quando a janela está favorável e, quando conveniente, antecipar resgates para capturar eficiência financeira, mantendo coerência entre execução operacional e transparência ao mercado.

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