Nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, a Rede Mater Dei de Saúde (MATD3) aprovou o cancelamento do saldo de 5.879.200 ações ordinárias mantidas em tesouraria, sem redução do Capital Social. Com isso, o capital passou a ser dividido em 333.548.825 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. A decisão, tomada em reunião do Conselho de Administração, observa a Instrução CVM 44, a Resolução CVM 77 e o art. 30, §1º, “b”, da Lei 6.404/76. Na prática, a medida elimina títulos que já não circulavam, reduz a base de ações emitidas, pode melhorar indicadores por ação e elevar marginalmente o percentual de free float, sem impacto de caixa. O Artigo 5º do Estatuto Social será ajustado em assembleia oportunamente.
O movimento dá continuidade à arrumação da estrutura de capital e à busca por qualidade do equity que a companhia vem promovendo desde o ciclo de refinanciamento e de ganhos operacionais. No 2T25, a Mater Dei reportou desempenho recorde e concluiu a troca de dívidas, marco apresentado como a consolidação do capítulo financeiro no 2T25 com o Debt Exchange e recordes operacionais. Ao reduzir a base de ações emitidas e manter o capital social inalterado, a empresa reforça disciplina alocativa: melhora a leitura de retorno por ação, diminui a diluição potencial em eventuais programas acionários e preserva flexibilidade para crescimento seletivo. A medida também é coerente com o processo de desalavancagem e eficiência das unidades integradas, ao mesmo tempo em que simplifica o estatuto societário e sinaliza estabilidade da estrutura de capital. Essa trajetória foi alavancada pela captação de R$ 700 milhões em debêntures com rating AA+, que viabilizou alongamento de prazos e redução do custo de capital, criando folga financeira para executar a estratégia sem pressionar o balanço.
No eixo de governança e mercado de capitais, o cancelamento também dialoga com a necessidade de aprimorar a base acionária e avançar no desafio de free float até 2026. Pouco após o refinanciamento, a companhia atraiu um investidor institucional de referência, movimento que adiciona escrutínio e pode contribuir para a liquidez no tempo — como evidenciado pela entrada da Squadra como acionista relevante (4,99%) e o desafio de free float até 2026. Ao reduzir o denominador de ações emitidas, a companhia dá um passo incremental na métrica de free float, ao mesmo tempo em que prepara o ajuste estatutário do Artigo 5º em assembleia e mantém o mercado informado sobre os próximos desdobramentos.







