A Rede Mater Dei de Saúde (MATD3) encerrou o 2T25 com a melhor combinação de crescimento e rentabilidade desde o início do ciclo de integração: receita líquida recorde de R$ 545,8 milhões (+11,5% a/a; +9,3% t/t), EBITDA ajustado de R$ 115,2 milhões (margem 21,1%) e lucro de R$ 27,1 milhões. A ocupação atingiu 78% (83% incluindo day hospital), com aceleração nas praças de RMBH e Salvador e avanço relevante em Nova Lima após reforço em Oncologia e inauguração de CTI. A geração de caixa operacional foi recorde no trimestre e, com dívida líquida de R$ 772 milhões (1,6x DL/EBITDA), a companhia reporta estrutura de capital mais leve, caixa de R$ 638 milhões e custo médio da dívida no 2T25 em CDI - 0,70% a.a.

Continua após o anúncio

Este resultado consolida o capítulo financeiro iniciado pela gestão de passivos: a decisão de executar o Debt Exchange em julho dá continuidade à estratégia de refinanciamento aprovada em julho (3ª emissão de debêntures), cujo objetivo central era resgatar a 1ª emissão, alongar vencimentos e reduzir o custo de capital. A troca manteve o volume de R$ 700 milhões, reduziu o spread em 50 bps (de CDI+1,60% para CDI+1,10%), empurrou os vencimentos para 2031/2032 e preservou opcionalidade de resgate de R$ 200 milhões nos próximos 12 meses. Em conjunto com a melhora operacional (margem e ocupação) e disciplina em capex, o pacote sustenta a queda da alavancagem e cria folga de liquidez para suportar expansão seletiva — como o novo Centro Médico de Mariana (MG) em parceria com a Vale — sem pressionar o balanço.

O alongamento do perfil e a melhora de preço só foram possíveis porque a demanda de investidores validou o risco de crédito da Mater Dei. Na prática, a execução do Debt Exchange é a etapa final de um processo que começou com a forte receptividade do mercado de renda fixa — evidenciada pela captação de R$ 700 milhões concluída no bookbuilding com rating AA+. Ao amarrar preço, prazo e rating, a companhia ganhou previsibilidade financeira e neutralizou riscos de concentração de vencimentos em 2027/2028, convertendo a confiança do buy side em menor custo e maior flexibilidade para capturar ganhos de eficiência das adquiridas, agora reportando seus melhores níveis de receita e EBITDA desde o fim das integrações.

A percepção de menor risco financeiro e de execução começa a transbordar também para o equity. Após a reorganização da dívida e em meio à melhora de margens e ocupação, a base acionária ganhou um investidor institucional de referência — movimento que adiciona escrutínio e pode contribuir para liquidez do papel no tempo, ainda que a companhia siga com o desafio de ampliar o free float até 2026. Esse acompanhamento foi materializado pela entrada da Squadra como acionista relevante, poucos dias depois da conclusão da operação de debêntures, sinalizando leitura de valor no processo de recuperação operacional e na trajetória de desalavancagem. Em conjunto, os marcos deste trimestre conectam financiamento mais barato, execução operacional e validação do mercado — um triângulo que sustenta a estratégia de crescimento com disciplina.

Publicidade
Tags:
Rede Mater Dei de SaúdeMATD3