Nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2025, a Marfrig Global Foods (MRFG3) divulgou o resultado do direito de retirada relacionado à incorporação das ações da BRF: houve apenas um acionista dissidente, que exerceu o recesso sobre 5 ações, com reembolso de R$ 3,32 por ação (total de R$ 16,60), a ser pago em 17/9/2025 via conta de custódia ou pelo escriturador Banco Bradesco S.A. O valor foi apurado com base no patrimônio líquido por ação de 31/12/2024 (Protocolo item 6.2 e art. 45 da LSA); o dissidente não solicitou balanço especial e a companhia registrou que optou por não se valer da prerrogativa do art. 137, §3º. As 5 ações serão mantidas em tesouraria para posterior cancelamento. O desfecho, de baixíssima adesão, confirma o desenho de governança e o rito previamente detalhado nas orientações fiscais aos dissidentes publicadas em 29 de agosto.
O resultado coroa uma sequência societária clara: a assembleia extraordinária foi iniciada em 18/6/2025, retomada e concluída em 5/8/2025, e o período para exercício do recesso ocorreu de 6/8/2025 a 5/9/2025, com reembolso de R$ 3,32 por ação aos elegíveis que mantiveram posição desde 15/5/2025 e não votaram favoravelmente. Ao reiterar que manterá o mercado informado sobre a incorporação, a Marfrig sinaliza continuidade e segurança jurídica, sem fricções operacionais adicionais — coerente com o fato de a baixa demanda por reembolso não exigir gatilhos extraordinários. Este movimento dá continuidade ao início do período para exercício do direito de retirada em 5 de agosto, quando a empresa abriu formalmente a janela aos dissidentes.
Em paralelo ao eixo societário, a frente concorrencial avançou com disciplina. Na sexta-feira, 5/9/2025, o Tribunal do CADE aprovou o ato de concentração referente à incorporação, considerado o principal gatilho antes do trânsito em julgado e da Data de Fechamento previstos no Protocolo e Justificação. A baixa adesão ao recesso reduz a probabilidade de quaisquer reavaliações societárias e preserva o cronograma de integração, alinhando o rito concorrencial ao societário e pavimentando a padronização de processos sob a MBRF. Essa convergência reforça a estratégia de capturar ganhos operacionais e financeiros à medida que as condições precedentes são satisfeitas, em linha com a aprovação do CADE em 5 de setembro, principal gatilho regulatório.
Do ponto de vista estratégico-financeiro, o recesso residual minimiza impacto de caixa e confirma apoio majoritário à combinação de negócios. Na fotografia mais ampla, a empresa já havia sinalizado, nos resultados mais recentes, a aprovação societária e a estimativa de R$ 485 milhões/ano em sinergias, com a BRF respondendo por 40% da receita consolidada do trimestre e margens superiores, além de uma tese de diversificação que combina bovinos, aves e suínos para suavizar a ciclicidade. O andamento atual permite avançar na captura de sinergias em compras, logística e finanças sem ruídos societários, como indicado nos resultados do 2T25, com aprovação da incorporação e estimativa de R$ 485 milhões/ano em sinergias.







