Na segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a Randon (RAPT3, RAPT4) informou que Daniel Randon passa a acumular o cargo de CEO da holding, além de liderar a controlada Frasle Mobility. Sérgio L. Carvalho deixa os cargos executivos e assume como Senior Executive Advisor, colaborando no planejamento estratégico e nos conselhos das joint ventures Master Freios e JOST Brasil. Para assegurar continuidade e renovação na controlada, Anderson Pontalti, EVP Internacional da Randoncorp e COO da Frasle, também assume o cargo de CEO da Frasle Mobility a partir desta data.

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O movimento dá continuidade à reorganização de liderança já antecipada em março e consolida a agenda que a administração vem executando — internacionalização, expansão produtiva, inovação e eletromobilidade —, tendo a Frasle no centro da tese de reposição. Essa ênfase não é nova: a companhia posicionou a reposição como seu principal motor, com a powerhouse de reposição (46% da receita), agora seu maior negócio, sustentando a resiliência do faturamento mensal e reduzindo a dependência dos ciclos de montadoras e do agronegócio.

Ao centralizar a execução nas mãos de Daniel Randon e ao promover Pontalti na Frasle, a companhia busca encurtar a distância entre estratégia e operação, especialmente num momento de reequilíbrio de mix e disciplina de custos. Essa integração dialoga diretamente com a blindagem financeira construída ao longo de 2025, combinando dívida de longo prazo e reforço de capital próprio. Dentro desse trilho, ganhou relevância a rodada de sobras do aumento de capital iniciada em agosto, que amplia a folga de liquidez, reduz alavancagem relativa e cria espaço para acelerar iniciativas de eficiência e expansão internacional sem pressionar o balanço.

O redesenho de papéis mantém a experiência de Sérgio L. Carvalho no centro das decisões e fortalece a continuidade da estratégia, enquanto a presença de Pontalti — com bagagem internacional — sinaliza foco na captura de sinergias entre a rede global de distribuição e as novas operações adquiridas. Essa verticalização de governança também se conecta ao aprofundamento do ecossistema de capital do grupo, que trouxe novos investidores e liquidez por meio da oferta pública da Fras-le precificada a R$ 24,00, ampliando o alinhamento entre holding e controlada e reforçando o pilar de reposição como vetor de crescimento resiliente.

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