Na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a OceanPact (OPCT3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 56 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26). No período, a receita líquida consolidada somou R$ 736 mi e o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado alcançou R$ 256 mi, com margem de 37%.
Em relação ao segundo trimestre de 2025 (2T25), a companhia informou crescimento de 45% na receita líquida consolidada e de 84% no EBITDA ajustado consolidado. A diária líquida média das embarcações atingiu R$ 225 mil no trimestre, alta de 27% frente ao 2T25, com taxa de ocupação de 76% influenciada pelas mobilizações e pelo início dos contratos das embarcações RSVs e AHTSs.
No segmento de Embarcações, a receita líquida avançou 27% no 2T26 ante o 2T25, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 84% e a margem EBITDA ex-parcerias passou de 26% para 42%, apoiados nos novos contratos de embarcações High Spec. Em Serviços, a receita líquida subiu 88% no mesmo comparativo, chegando a R$ 396 mi, e o EBITDA ajustado aumentou 84%, para R$ 105 mi, com destaque para os projetos de SUBSEA & GEO, incluindo descomissionamento e inspeção de amarras.
Os custos, desconsiderando depreciação, totalizaram R$ 414 mi no 2T26, alta de 31% em um ano, refletindo, segundo a empresa, o crescimento da operação, especialmente na área de Serviços. O CAPEX consolidado foi de R$ 198 mi no trimestre, aumento de 116% sobre o 2T25, direcionado principalmente à conclusão das adequações das embarcações para novos contratos. As despesas gerais e administrativas (G&A) atingiram R$ 66 mi, equivalentes a 9% da receita líquida ex-parcerias.
A OceanPact reportou ainda que a dívida líquida sobre o EBITDA, calculada conforme covenant de debênture, recuou de 2,06 vezes no primeiro trimestre de 2026 para 1,91 vez no 2T26. O backlog de contratos somou R$ 6,5 bi em junho de 2026, sustentado pela assinatura de R$ 550 mi em novos contratos no trimestre, dos quais R$ 517 mi em Serviços e R$ 33 mi em Embarcações.
Em relação à estrutura de capital e transações corporativas, a companhia informou a aquisição do estaleiro Dock Brasil, na Baía de Guanabara, por preço-base de R$ 119,2 mi, livre de dívidas e caixa, com R$ 5 mi retidos por até cinco anos para cobertura de eventuais contingências e fechamento previsto para o final de agosto de 2026. A empresa também destacou a aprovação, em assembleia de 6 de maio, da combinação de negócios com a CBO, bem como a decisão da Superintendência-Geral do CADE, em 27 de julho de 2026, pela aprovação da operação sem restrições, iniciando prazo de 15 dias para possíveis recursos ou avocação pelo Tribunal do órgão.








