Nesta sexta-feira, 29/08/2025, a Petrobras informou que seu Conselho de Administração nomeou Marcelo Weick Pogliese para o colegiado, com mandato até a primeira Assembleia Geral, conforme o art. 150 da Lei 6.404/76 e o Estatuto Social. A deliberação funciona como etapa de conclusão do rito aberto dois dias antes, quando a estatal tornara pública a indicação do Ministério de Minas e Energia e descrevera as etapas de conformidade, integridade e avaliação pelo Comitê de Pessoas — indicação em 27/08/2025 e rito de governança. Jurista e atual Secretário Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Pogliese agrega densidade jurídico-regulatória a um Conselho que atravessa recomposição sem ruptura.

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Em termos de continuidade institucional, a nomeação preenche a cadeira aberta após a renúncia de Pietro Mendes e mantém o processo de transição já estabilizado pela eleição de Bruno Moretti à presidência do Conselho em 21/08/2025, também com mandato até a AG. O encadeamento — renúncia, eleição do presidente, submissão da indicação aos comitês e, agora, nomeação — preserva previsibilidade de pauta e a execução do plano, reduzindo ruídos para o investidor ao amarrar decisões ao Estatuto e à Lei das S.A.

Do ponto de vista estratégico, o perfil jurídico-regulatório do novo conselheiro é aderente a frentes que exigem padronização decisória, compliance contratual e gestão de riscos, como a agenda recentemente referendada pelo colegiado para ampliar atuação em distribuição, integração em gás e energia e soluções de baixo carbono. Esse reforço tende a melhorar o escrutínio sobre contratos e parcerias, calibrando a execução da estratégia de distribuição aprovada em 07/08/2025 como elemento do Plano, com metas de retorno e disciplina de capital. Em síntese, o movimento consolida a recomposição do CA e mantém a coerência entre governança e entrega operacional até a AG que definirá a composição definitiva.

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