A Petrobras informou em 21 de agosto de 2025 que o Conselho de Administração elegeu Bruno Moretti como novo presidente do colegiado, com mandato até a próxima Assembleia Geral, em reunião realizada no Rio de Janeiro e nos termos do Estatuto Social. A decisão dá continuidade ao processo aberto pela renúncia anunciada no dia anterior, em linha com o rito previsto no §2º do art. 18, conforme a renúncia de 20/08/2025 e o rito sucessório previsto no §2º do art. 18. Economista pela UFF, com trajetória em planejamento, orçamento e infraestrutura no governo federal, Moretti já atuava como conselheiro e integra o Comitê de Investimentos da Petrobras, combinação que tende a oferecer previsibilidade durante a transição até a AG, reduzindo ruído e mantendo a agenda estratégica em execução.
Do ponto de vista estratégico, a eleição sinaliza continuidade da pauta do Conselho, que vem articulando expansão seletiva com disciplina de capital. Um marco recente foi a incorporação do posicionamento em distribuição ao Plano Estratégico, habilitando parcerias e atuação rentável em RTC, Gás & Energia e Baixo Carbono. O histórico de Moretti em avaliação de políticas públicas e alocação de recursos deve ajudar a calibrar a execução dessa frente, preservando governança, metas de retorno e coerência com o plano 2025–2029. Nesse contexto, a aprovação do posicionamento em distribuição em 07/08/2025 como elemento estratégico funciona como referência de como o colegiado vem direcionando a companhia com visão de cadeia integrada e foco em sinergias.
Em governança, a Petrobras tem reforçado resposta tempestiva e crivo técnico em decisões sensíveis, padrão que deve ser preservado sob a nova presidência do CA. O foco em aderência a contratos, avaliações regulatórias e transparência reduz incertezas sobre o pipeline de investimentos e alocação de capital, sustenta a política de proventos e melhora o custo de capital. Exemplo recente foi a comunicação à CVM de 18/08/2025 que refutou estudos com a Raízen, reiterando que movimentos estratégicos passam por análise criteriosa, aderência ao plano e viabilidade comprovada — a mesma lógica esperada para a condução de pautas pelo Conselho neste período de transição.
A robustez institucional também se apoia na evolução recente da liderança executiva, que ampliou diversidade e profundidade técnica sob a gestão de Magda Chambriard. Esse desenho fortalece a execução de frentes como transição energética, gás natural e refino, tornando a organização mais resiliente a mudanças na presidência do Conselho. A maioria feminina na Diretoria Executiva, conquistada com a eleição de Angélica Laureano, é um marco simbólico desse processo e adiciona capital reputacional ESG, aspecto relevante para investidores globais. Até a próxima AG, a expectativa é de continuidade operacional, com o CA balizando prioridades e a Diretoria mantendo ritmo de entrega.







