Em 29 de agosto de 2025, a ISA Energia (ISAE3, ISAE4) anunciou a meta de ser Net Zero até 2050, com redução absoluta de 90% das emissões de GEE nos escopos 1, 2 e 3, tomando 2022 como base; as emissões residuais serão compensadas com créditos de carbono de alta integridade, auditados, certificados e rastreáveis. A companhia definiu ainda meta intermediária de –60% até 2040 e listou frentes como gestão de perdas de SF₆ (contenção, substituição e eliminação gradual), eficiência energética, inovação e circularidade, ampliação do uso de combustíveis renováveis, articulação com governo e reguladores, valorização da biodiversidade e engajamento da cadeia de valor para ampliar o mapeamento do Escopo 3. O movimento dá continuidade às estratégias e integração com metas de sustentabilidade discutidas na live de agosto sobre o 2T25, quando a administração já posicionava ESG como vetor de alocação de capital e execução operacional, reforçando o alinhamento entre transição energética e criação de valor.

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Na dimensão operacional, as metas climáticas se materializam na modernização de ativos, redução de perdas técnicas e expansão de corredores de escoamento de renováveis que elevam a resiliência climática da rede. Essa convergência fica evidente com a Licença de Instalação do projeto Serra Dourada, que cria um corredor para escoamento de renováveis e amplia a resiliência da rede, marco que conecta a pauta de descarbonização à expansão regulada com RAP estável por 30 anos. Ao incorporar especificações mais eficientes em subestações e linhas — inclusive mitigando riscos associados ao SF₆ e à variabilidade climática — a empresa viabiliza a integração de novos parques eólicos e solares do oeste baiano, aprofunda a diversificação de receita e ancora seus compromissos ambientais em entregas físicas mensuráveis, com cronogramas e marcos de licenciamento claros.

No plano financeiro e de governança, o compromisso de longo prazo pressiona por CapEx qualificado, disciplina de dívida e métricas de desempenho ESG auditáveis, fatores que dialogam com a aceleração do CapEx e reconhecimento no ISE no 2º trimestre de 2025. Esse histórico sustenta acesso competitivo a funding e a eventual estruturação de instrumentos rotulados, ao mesmo tempo em que cria um trilho para capturar eficiências operacionais (energia, materiais e circularidade) e reduzir emissões de escopo 1 e 2. Para o investidor, a trajetória a acompanhar inclui: marcos de redução de SF₆, evolução do mapeamento e engajamento de fornecedores no Escopo 3, credenciamento e rastreabilidade de créditos de carbono e a execução dos projetos de transmissão que suportam a integração de renováveis e a robustez da rede no longo prazo. O comunicado é assinado por Silvia Diniz Wada, diretora executiva de Finanças, RI e Desenvolvimento de Negócios.

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