A ISA Energia (ISAE3, ISAE4) registrou lucro líquido de R$ 255,6 milhões no segundo trimestre de 2025, recuo de 39,9% em relação aos R$ 425,6 milhões do mesmo período de 2024. A receita líquida totalizou R$ 1.028,6 milhões, queda de 7,5%, enquanto o EBITDA atingiu R$ 789,5 milhões (-11,4%), mantendo margem robusta de 76,8%.

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O resultado refletiu principalmente a reversão do saldo excedente da Parcela de Ajuste (PA) do RBSE Financeiro de R$ 275,1 milhões, impacto que se materializa após a decisão da ANEEL de junho que reduziu R$ 288 milhões nos recebimentos futuros da RBSE. Por outro lado, a companhia se beneficiou da Revisão Tarifária Periódica da Concessão Paulista e do reconhecimento de recurso administrativo de R$ 166,3 milhões.

A transmissora acelerou significativamente seus investimentos, com CapEx de R$ 1.102,1 milhões no trimestre (+72,2%), movimento viabilizado pela robusta estratégia de financiamento que culminou na captação de R$ 580 milhões através da 19ª emissão de debêntures em julho, dando continuidade ao modelo de funding que já havia arrecadado R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre. Destaque para o início da operação comercial do projeto Água Vermelha em junho, com 16 meses de antecipação ao prazo da ANEEL, gerando Receita Anual Permitida de R$ 8,5 milhões.

A dívida líquida cresceu 37,6% em 12 meses, atingindo R$ 12.830,5 milhões, reflexo direto das captações para financiar os investimentos em expansão que consolidam a execução do plano de R$ 8 bilhões até 2028. A empresa manteve pela terceira vez consecutiva sua participação no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, avançando 17 posições no ranking.

Para o segundo semestre, investidores devem acompanhar o cronograma de energização dos demais projetos greenfield e os desdobramentos da mediação com a Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que pode impactar os resultados futuros da companhia.

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