A Eletrobras informou que a S&P manteve nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, o rating global em BB, com perspectiva estável. Segundo a companhia, a decisão reflete avanços em eficiência operacional, redução de contingências, simplificação organizacional e a aprovação do Termo de Conciliação com o Governo. Na prática, a manutenção com perspectiva estável reconhece o progresso institucional e a previsibilidade recém-construída no pós-privatização. Este movimento consolida a trilha de reforço de governança e de segurança jurídica inaugurada nos últimos meses, com destaque para as melhorias de governança com 94% de aderência e novas regras estatutárias, culminando no Termo de Conciliação com a União, que reduziram incertezas e clarificaram direitos e processos decisórios.

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A leitura da S&P também dialoga com a execução operacional. Desde o 2º trimestre, a empresa tem reportado ganhos de margem na geração, otimização comercial e disciplina de custos, sustentando geração de caixa e desalavancagem gradual. Diferentemente do observado em trimestres de maior pressão regulatória, quando a receita de transmissão sofreu ajustes, os números mais recentes mostraram resiliência e eficiência em linhas controláveis, base que costuma ancorar a avaliação de risco de crédito. Os números confirmam a recuperação observada desde as melhorias operacionais e lucro ajustado de R$ 1,469 bi no 2T25, mesmo após impacto regulatório da ANEEL, sinalizando que a companhia converteu desafios em ganhos estruturais.

Do lado financeiro, a estabilidade do rating é coerente com o avanço nas condições de funding e na visibilidade de projetos. A holding e suas subsidiárias vêm refinanciando e captando a custos mais competitivos, reduzindo o custo médio e alongando prazos, o que reforça liquidez e flexibilidade para investimentos sem estressar a alavancagem. Um marco dessa agenda foi a captação de R$ 2 bilhões em debêntures da Eletronorte a custo equivalente de CDI - 0,56% ao ano, apoiada por upgrades de rating, evidenciando acesso favorável ao mercado. Para agências de rating, contratos de transmissão com RAP indexada e horizontes de 20 a 30 anos elevam a previsibilidade de caixa e amortecem choques setoriais, sustentando métricas de alavancagem estáveis. Esse movimento ficou claro no acordo da TNE para conectar Roraima ao SIN, garantindo RAP de até R$ 395,66 milhões por 27 anos, que amplia a base de caixa estável e contribui para a manutenção da perspectiva.

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