A Eletrobras (ELET3, ELET5, ELET6) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,469 bilhão no segundo trimestre de 2025, alta de 43,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia elétrica também anunciou proposta de dividendos de R$ 4 bilhões aos acionistas, reforçando o compromisso com a remuneração do capital investido após a privatização.
O resultado refletiu os efeitos positivos com venda de energia e menores despesas operacionais, em linha com a estratégia de otimização da comercialização e busca por eficiência. A margem de contribuição da geração cresceu de R$ 2,892 bilhões no 2T24 para R$ 3,345 bilhões no 2T25, impulsionada pelo aumento de 9,9% no preço médio e de 1,0% no volume de energia vendida.
A receita operacional líquida regulatória manteve-se estável em R$ 9,593 bilhões, com crescimento da receita de geração compensando a redução de R$ 483 milhões na Receita Anual Permitida (RAP) de transmissão. O EBITDA regulatório ajustado totalizou R$ 5,501 bilhões, queda de 8,6% ante o 2T24, principalmente pela menor contribuição das participações societárias.
Estes números ganham ainda mais relevância ao demonstrarem a capacidade de recuperação da empresa após ter enfrentado impacto negativo de R$ 3,4 bilhões no EBITDA do segundo trimestre por decisão da ANEEL sobre receitas de transmissão. A performance operacional evidencia que a companhia conseguiu superar os desafios regulatórios através de melhorias na geração e otimização comercial, confirmando a resiliência do modelo de negócios pós-privatização.
No segmento comercial, a Eletrobras atingiu 781 clientes no trimestre, crescimento de 24% em relação ao 2T24, sendo 688 no ambiente de comercialização livre (ACL). A empresa investiu R$ 1,966 bilhão no período, com destaque para R$ 1,108 bilhão em reforços no segmento de transmissão.
A gestão financeira mostrou melhora significativa, com dívida líquida de R$ 40,13 bilhões, redução de R$ 2,84 bilhões na comparação anual. Em julho, a subsidiária Eletronorte captou R$ 2 bilhões em debêntures com custo equivalente de CDI - 0,56% ao ano. Esta operação representa a materialização da estratégia de financiamento aprovada em junho com taxas teto competitivas, demonstrando o sucesso da execução financeira planejada e as condições favoráveis obtidas no mercado de capitais.
A empresa também concluiu a venda das térmicas do Amazonas por R$ 2,9 bilhões em maio, parte da estratégia de otimização do portfólio de ativos. A robustez destes resultados financeiros viabilizou a distribuição de R$ 4 bilhões em dividendos intermediários aprovada em agosto, marcando uma notável recuperação da capacidade de geração de valor aos acionistas e demonstrando como a empresa converteu desafios regulatórios em oportunidades de fortalecimento operacional e financeiro.







